Constituinte é ameaça à democracia na Venezuela — Vaticano

OEA nega que debater crise na Venezuela seja intervenção

Uma resolução sobre a crise política na Venezuela ficou de fora, nesta quarta-feira (21), da 47ª Assembleia Geral da OEA, que não conseguiu incluir a criação de um "grupo de contato" na resolução sobre direitos humanos - informou a delegação mexicana.

No mesmo dia em que os ministros dos Negócios Estrangeiros da OEA debatiam a Venezuela em Cancun, muitos milhares de pessoas manifestaram-se em Caracas com o lema "a Venezuela é livre e faz-se respeitar", para repudiar as acções de ingerência deste organismo contra o país sul-americano, promovidas pela direita venezuelana com o apoio dos Estados Unidos.

O governo da Venezuela iniciou no último mês de maio o processo para eleger nas urnas no próximo 30 de julho um parlamento que redija uma nova Constituição para o país.

Países da OEA negociam resolução sobre Venezuela na Assembleia em Cancún²

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"De que lado estão vocês, da história ou dos assassinos?!" - gritou o deputado opositor Luis Florido. "Hoje, a independência e a soberania triunfaram", disse a diplomata venezuelana numa conferência de imprensa transmitida pela VTV, e citada pela AVN.

Vinte países apoiaram na segunda uma resolução que contemplava este "grupo de contato", mas nas sessões de consulta são requeridos 23 dos 24 votos e, por isso, não foi possível aprová-la.

De Alba ressaltou, entretanto, as "expressões majoritárias de preocupação pela situação" na Venezuela.

Alguns dos colaboradores do presidente deixaram o poder porque participarão da eleição dos 545 membros da Assembleia Constituinte que redigirá uma nova Constituição, iniciativa vista como inconstitucional pelos oposicionistas.

A chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, comemorou o que qualificou como um dia de "vitória" na OEA.

O encontro aconteceu à margem da Assembleia Geral da organização, em Cancún, no México.

Para neutralizar as propostas dos Estados Unidos e do México, Rodríguez apresentou 10 projetos de resolução que condenavam o muro fronteiriço que o presidente Donald Trump busca construir e a sua retirada do Acordo de Paris, enquanto para o México propôs uma condenação pelo desaparecimento dos 43 estudantes da escola de Ayotzinapa.

A proposta apresentada ontem, negociada por um amplo grupo de países, pedia o cancelamento da Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela e fracassou ao obter 20 votos a favor, oito abstenções, cinco contra e uma ausência - a da Venezuela.

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