Defesa do Ramal da Lousã rejeita sistema de mobilidade em "metrobus"

Metro do Mondego passa a ser autocarro elétrico

O investimento de 89,3 milhões de euros no denominado "sistema metrobus", a candidatar a fundos europeus, inclui a infraestrutura e um total de 43 autocarros elétricos, sendo 30 de 55 lugares sentados, para o troço suburbano da rede, entre Serpins e Coimbra, e 13 articulados de 130 lugares sentados e em pé, para a área urbana da capital do distrito.

Pedro Marques apresentou o novo projeto, afirmando que este prevê uma solução "mais favorável" para as populações do que a ferrovia ou o metro ligeiro.

O governante, responsáveis do LNEC e da Infraestruturas de Portugal (IP) realçaram que o estudo procura responder a exigências da União Europeia, designadamente ao nível da sustentabilidade financeira e ambiental do investimento, que vai substituir o sistema de metro projetado há 21 anos pelo Estado e os três municípios que integram a Metro Mondego.

As duas concentrações foram apoiadas pelo movimento Lousã pelo Ramal e pelo Movimento de Defesa do Ramal da Lousã (MDRL), além dos principais dinamizadores de uma petição com mais de 8.000 assinaturas, promovida pelo jornal Trevim, da Lousã, que foi entregue na Assembleia da República em março de 2016.

A opção pelos autocarros elétricos surge após um estudo feito pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civill (LNEC) com o argumento de que a ferrovia, ao não passar pelos centros das cidades afastaria passageiros para um serviço essencial para as populações.

A iniciativa começou às 09:00, com a chegada dos primeiros manifestantes junto aos Paços do Concelho.

Nas empreitadas realizadas, foram gastos mais de 140 milhões de euros, segundo diferentes estimativas, apresentando-se o antigo canal ferroviário abandonado e invadido por mimosas e outras vegetações. Na altura, também pelo Governo à época foi dito: ou é a solução metro ou nada e as Câmaras aceitaram, embora um pouco condicionadas, essa solução, e agora estamos perante uma solução semelhante. E o que vem dizer é que é por razões técnicas que isso acontece.

O presidente do município de Miranda do Corvo mostrou-se confiante com as garantias do ministro Pedro Marques, salientando que "o Governo não tem desiludido, tem obtido bons resultados, alguns além das melhores expectativas, pelo que também neste dossiê penso que vai dar provas de funciona e executa bem".

Pureza lamentou que não esteja a ser cumprido o desígnio de se projetar um "transporte ferroviário de qualidade, rápido, que fosse idêntico àqueles que circulam nas cidades ou nas manchas urbanas europeias idênticas à de Coimbra".

O PCP também requereu a audição do ministro e das comissões de utentes do ramal ferroviário da Lousã na Comissão de Economia, segundo revelou fonte do grupo parlamentar comunista.

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