Donald Trump está a ser investigado por possível obstrução à justiça - imprensa

Robert Mueller conselheiro jurídico especial encarregado de investigar o caso Russiagate

Não encontraram nenhuma prova. Agora, além da obstrução de Justiça, o promotor procura qualquer evidência de possíveis crimes financeiros entre os associados a Trump, disseram autoridades ao Washington Post.

Num comentário colocado esta quinta-feira no Twitter, Donald Trump também já reagiu a esta notícia.

O presidente tem muita coisa em jogo neste caso. Nas mãos dos congressistas e senadores ficaria a decisão de abrir, ou não, um processo de destituição do presidente, uma eventualidade que reduz, naturalmente, a avaliação exclusivamente legal da conduta do presidente.

O procurador independente Robert Mueller, antigo chefe do FBI, está a interrogar os chefes dos serviços de informações para determinar se Trump tentou travar ou bloquear o inquérito que até agora incidia sobre aquela interferência, bem como sobre um possível conluio entre os próximos de Trump e os dirigentes russos, segundo o jornal, que cita fontes anónimas.

Trump afirma ter recebido garantias do ex-diretor do FBI James Comey, desde que tomou posse, de que ele não estava pessoalmente sob investigação.

Recorde-se que James Comey, ex-diretor do FBI, órgão federal que supervisiona esta investigação, foi despedido por Donald Trump, depois de meses de discussões sobre se Trump era ou não alvo de investigações.

O atual Diretor Nacional de Inteligência, Daniel Coats; e o almirante Mike Rogers, chefe da Agência de Segurança Nacional (NSA), já aceitaram reunir-se com a equipe de investigadores do procurador especial, de acordo com o jornal. As entrevistas podem ocorrer ainda nesta semana, acrescentou o WP.

Robert Mueller está a investigar uma alegada interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016 e uma possível conspiração da campanha de Trump com Moscovo.

Trump nega qualquer conluio entre ele ou algum de seus assessores com a Rússia durante a campanha eleitoral.

Segundo a imprensa, "a investigação sobre o presidente por obstrução da Justiça começou dias depois da demissão de James Comey, em 9 de maio".

Mueller foi designado procurador especial para garantir a independência da investigação.

O delito é passível de uma pena de prisão que não exceda os cinco anos.

Especialistas consideram pouco provável que o Departamento de Justiça tome a iniciativa de indiciar um presidente em exercício, mesmo que a investigação de Mueller conclua que houve obstrução da Justiça por parte de Trump.

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