Fitch vai passar posição portuguesa de "estável" para "positiva"

Agência Fitch

Para já, tudo se mantém igual na classificação do país: o rating continua a estar (desde Novembro de 2011) em BB+ (a 11.º nota mais baixa numa escala de 20 níveis de avaliação, o degrau imediatamente antes do grupo de investimento de qualidade).

Ainda não é uma revisão do rating, mas é o primeiro passo para que a Fitch coloque Portugal fora do nível de lixo financeiro, em que se encontra desde 2011. Apesar disso, a agência de notação acredita que Portugal irá diminuir o rácio da dívida para 126% no próximo ano e para 111% em 2026.

A agência de rating prevê que o défice público venha a ficar em 1,4% do produto interno bruto em 2018 e que a taxa de crescimento da economia seja de 2% durante o ano corrente. Mas deixa, por outro lado, um conjunto de notas menos positivas.

"A Fitch exclui da dinâmica da dívida qualquer impacto potencial de intervenções no setor bancário". A Fitch escreve, ainda assim, que a solvabilidade dos bancos foi reforçada com os aumentos de capital realizados na Caixa e no BCP e que uma redução mais rápida no crédito malparado poderá exigir novas operações de reforço dos capitais.

A mesma agência pronuncia-se ainda sobre a solução de Governo português, considerando-a estável, mas admite que o BE e o PCP pressionem o Governo para "relaxar" a consolidação orçamental, um cenário que o Governo não tem posto em cima da mesa, reafirmando publicamente o compromisso com a redução do défice nos próximos anos. No entanto, a agência já tinha subido a perspetiva da dívida nacional (entre abril de 2014 e março de 2016), sem depois tomar qualquer decisão sobre alterações ao rating.

"É um sinal, mais um, do reconhecimento do enorme esforço que tem sido materializado nos resultados económicos que têm sido conhecidos e no rigor das finanças públicas que Portugal tem vindo a desenvolver", disse o governante à Lusa, em Lisboa, à chegada do Conselho dos Ministros das Finanças da União Europeia, que hoje se realizou no Luxemburgo. Em 2018, registar-se-á um abrandamento, caso se confirmem as previsões da Fitch, para 1,6%.

AFitch anunciou esta sexta-feira uma melhoria o outlook do país, para a evolução da dívida soberana. A da Fitch coincidiu com a decisão europeia. E se o calendário não mudar, a agência só volta a tomar uma nova decisão em Dezembro; mas até lá pode pronunciar-se sobre Portugal e isso ajudará a antecipar o sentido da decisão.

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