Incêndio de prédio residencial em Londres mata 12 pessoas

Testemunhas acompanham emocionadas o trabalho de combate ao fogo e resgate de vítimas do incêndio no edifício Grenfell Tower no bairro North Kensington em Londres

Entretanto, a polícia de Londres actualizou para 30 o número de mortos do incêndio de quarta-feira no edifício Grenfell, na capital britânica.

Dezenas de manifestantes irados após o incêndio do edifício Grenfell em Londres, que causou pelo menos 30 mortos, invadiram hoje o serviço de administração local, do qual depende o prédio de habitação social, constataram jornalistas da AFP.

A rapidez com a qual as chamas se espalharam, transformando a torre em uma armadilha mortal para muitos dos seus ocupantes, traz agora muitas dúvidas sobre as condições da segurança do edifício.

Em uma breve declaração à rede BBC em sua residência e escritório oficial de Downing Street, logo depois de retornar do local, May disse que "é necessário assegurar que essa terrível tragédia seja investigada adequadamente" para poder chegar "ao fundo do que aconteceu".

"Triste, eu posso confirmar que o número de pessoas que morreram é agora 17", afirmou Stuart Cundy, comandante da polícia londrina.

Perto de 80 pessoas receberam tratamento hospitalar em seis unidades de saúde e 24 permanecem internadas devido a inalação de fumos e queimaduras.

Mais de um milhão de libras (1,13 milhões de euros) já foram arrecadados para as vítimas do incêndio e voluntários trabalham para encontrar abrigo e doar alimentos e roupas às pessoas que perderam as suas casas.

Cerca de 800 pessoas, a maioria imigrantes muito humildes, vivia na Grenfell Tower, construída em 1974 em meio a um bairro do rico distrito de Kensington e Chelsea, a pouca distância do bairro boêmio e animado de Notting Hill. May ordenou uma completa investigação pública das causas do incêndio, pouco após de o líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, também pedir a apuração dos fatos. Outras testemunhas contaram à agência britânica PA que viram pais jogando os filhos pelas janelas na direção de pessoas que estavam nas ruas, em uma tentativa desesperada de salvar as crianças das chamas.

Quando o incêndio começou Mohammed estava em um apartamento no 14º andar.

O centro das suspeitas, em função da velocidade de propagação do fogo, é um revestimento instalado em toda a fachada e que pode ter atuado como uma chaminé. Os responsáveis pela obra afirmam que todos os padrões de segurança foram rigidamente seguidos, porém especialistas criticaram o tipo de revestimento utilizado na parte externa do prédio.

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