ONU: Número de refugiados chega a 65,6 milhões e bate recorde

Número de deslocados e refugiados atingiu novo recorde de 65,6 milhões em 2016- ONU

Genebra, Suíça, 19 jun (Lusa) - O número de pessoas que foram forçadas a abandonar as suas casas devido à guerra, violência ou perseguição atingiu um valor recorde em 2016, com 65,6 milhões de deslocados internos ou refugiados, revelou hoje a ONU.

O número de 65,6 milhões abrange três importantes componentes.

Há depois 22,5 milhões de refugiados que procuraram outro país, e neste caso trata-se do valor mais elevado de sempre, em grande parte devido à situação na Síria.

O Sudão do Sul também aparece em destaque nos números de 2016, onde "a desastrosa ruptura dos esforços de paz contribuiu para o êxodo de 739,9 mil pessoas entre julho e dezembro". Desse total, 17,2 milhões estão sob a responsabilidade do Acnur, e o restante é formado por refugiados palestinos.

O segundo é o deslocamento de pessoas dentro de seus próprios países, que ao final de 2016 totalizou 40,3 milhões em comparação aos 40,8 milhões no ano anterior. Quase dois terços dos sírios foram forçados a fugir das suas casas. Já os que mais recebem pessoas forçadas a deixar seus locais de origem são Turquia, Paquistão, Líbano, Irã, Uganda, Etiópia e Jordânia.

Houve 2 milhões de novos pedidos de asilo em 2016.

A atual crise humanitária é a mais grave desde a fundação da ONU, em 1945.

Uma conclusão fundamental do relatório "Tendências Globais" é que o nível de novos deslocamentos continua muito alto.

Uma pessoa a cada três segundos vira um refugiado, tempo menor que o necessário para ler esta frase. No total, cerca de 37 países aceitaram 189.300 refugiados para o reassentamento. Cerca de meio milhão de refugiados tiveram a oportunidade de voltar para seus países, e aproximadamente 6,5 milhões de deslocados internos regressaram para suas regiões de origem - embora muitos deles tenham voltado em circunstancias abaixo do ideal e ainda com um futuro incerto.

"Há que reconhecer o enorme esforço que estes países fazem". Para o Acnur, os números indicam a necessidade de consolidar mecanismos de proteção para essas pessoas e de suporte para países e comunidades que apoiam refugiados e outras pessoas deslocadas.

Dois terços são deslocados internos, ou seja, no seu próprio país (40,3 milhões contra 40,8 milhões em 2015), sendo que a Síria, Iraque e Colômbia representam os principais focos de deslocamentos internos.

A guerra na Síria é a causa do maior fluxo de refugiados em todo o mundo.

Crianças com menos de 18 anos representam pouco mais da metade da população de refugiados. Tragicamente, 75 mil solicitações de refúgio foram feitas por crianças que viajavam sozinhas ou separadas de seus pais. "Continuam carregando um fardo desproporcional de sofrimento, principalmente devido à sua elevada vulnerabilidade", diz o relatório ao destacar que o número registrado possivelmente subestime a real situação. "Como posso pedir aos países com menos recursos, em África, no Médio Oriente e na Ásia, para acolherem milhões de refugiados

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