Rodrigo Maia afirma que pode suspender recesso para votar denúncia contra Temer

Marcelo Camargo  Agência Brasil

Ele diz acreditar que no próximo mês, antes do recesso parlamentar, a Câmara conseguirá aprovar a reforma previdenciária, que está pronta para ir ao plenário desde o começo de maio.

De acordo com reportagem de Veja, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) investiga, a pedido de Michel Temer, a existência de qualquer relação entre Fachin e o empresário Joesley Batista, da JBS. A segunda, conforme, a Constituição, é promover uma convocação extraordinária na Câmara e no Senado, que precisa ser aprovada pela maioria simples.

Conforme a reportagem, Temer repassou a quantia a Moreira em dois cheques de R$ 50 mil. As doações foram registradas na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do parlamentar, que também recebeu, via direção nacional do PMDB, R$ 200 mil da BRF - concorrente da JBS, cujas delações baseiam a denúncia que será apresentada pela PGR nos próximos dias. Oficialmente, o Congresso só pode entrar em recesso em julho se aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Mesmo que a maioria dos integrantes da comissão se manifeste contra, o parecer é encaminhado ao plenário da Câmara onde são necessários pelo menos 342 votos para que a denúncia seja aceita. O vice-líder afirmou que a prioridade é a retomada das articulações para a votação das reformas da Previdência, Política e Tributária, principalmente após a decisão do PSDB de manter-se na base aliada.

Na próxima semana a Procuradoria Geral da Republica - PGR deve apresentar denuncia contra o presidente no Supremo Tribunal Federal. No entanto, não há um prazo determinado para que isso ocorra. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), por exemplo, não foi solicitado para ajudar o governo e também não se manifestou sobre o assunto.

"Pelo rito que vi, antes de seguir para a Câmara, o Supremo pode dar 15 dias para a defesa se pronunciar e ainda não sabemos se haverá denúncia. Salvo surgimento de fatos realmente graves e novos, não vejo se estabelecer uma denúncia forte contra o presidente da República", disse.

Principal aliado de Cunha, Carlos Marun afirmou que o depoimento do ex-presidente da Câmara não complica a situação de Michel Temer.

A vantagem do peemedebista é que ele poderá negociar no ambiente que lhe é mais familiar, o Congresso, e contará com todo o peso da máquina pública para convencer deputados a barrarem a denúncia. "Até chegar a denúncia, ela não existe".

Segundo a Folha de S.Paulo, o governo tem pressa na tramitação da denúncia contra Temer por considerar que há votos suficientes para derrubá-la.

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