Temer pediu 'comissão' de R$ 20 mi, diz Funaro

Durante solenidade nos muros do Kremlin Temer foi alvo de um pequeno protesto

Entre eles: o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Alves, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, e o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade.

O operador financeiro Lúcio Funaro afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que o presidente Michel Temer orientou diretamente a distribuição de 20 milhões de reais em propinas para sua campanha à reeleição como vice-presidente da República, em 2014, e para a do ex-deputado Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012.

As operações, segundo Funaro, geraram "comissões expressivas, no montante aproximado de R$ 20 milhões".

Funaro relatou também que ouviu do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que havia "conhecimento do presidente Michel Temer a respeito da propina sobre o contrato das plataformas entre a Petrobras Internacional e o grupo Odebrecht".

Funaro também afirma que, quando Moreira Franco era o vice-presidente da Vifug, em 2009, fez uma operação para a empresa CIBE -uma sociedade entre os grupos Equipav e Bertin- e, para isso, pagou comissão ao ministro e a Eduardo Cunha, embora não se recordasse dos valores naquele momento.

E disse à Polícia Federal, segundo a Folha, que Temer fez "orientação/pedido" para que fossem feitas duas "operações" de liberação de crédito junto ao Fundo de Investimentos do FGTS para duas empresas privadas: BrVias e a LLX. Ele afirmou ainda que pagou uma "comissão" ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência e um dos principais aliados do presidente Michel Temer, Moreira Franco. Loures foi flagrado, em ação controlada da PF, levando uma mala de R$ 500 mil entregue por um executivo da JBS.

No discurso, Temer disse: "Não há crime, meus amigos, em ouvir reclamações e me livrar do interlocutor, indicando outra pessoa para ouvir as suas lamúrias". "Presidente da República indicou, nitidamente, "Rodrigo", ou seja, Rodrigo Rocha Loures", diz o relatório sobre o áudio gravado por Joesley.

Para confirmar que Geddel era o antigo interlocutor de Temer, a PF ainda usou os depoimentos de Funaro e do diretor Jurídico do Grupo J&F, Francisco de Assis e Silva.

Temer também se recusou a falar sobre o relatório parcial da polícia federal que vê "provas vigorosas de corrupção passiva do presidente". "Não faço juízo jurídico", disse, após encontro com empresário russos em Moscovo. É importante ser ressaltado que, desde que se viu injustamente enredado em procedimentos de apuração instaurados em seu desfavor, o Senhor Geddel Vieira Lima colocou-se à disposição de todas as autoridades constituídas, comparecendo espontaneamente para prestar declarações, inclusive com deslocamentos para capital federal, disponibilizando os seus sigilos bancário e fiscal, não criando qualquer óbice para o prosseguimento das investigações.

Procurado nesta terça-feira (21), o ex-ministro Geddel Vieira Lima não havia sido localizado até o fechamento deste texto.

"Inclusive, tratou-se de manchete de diversos veículos de informação, o alegado "sumiço" do Senhor Geddel Vieira Lima que, sempre confiando na serenidade da justiça e probidade de sua conduta, espera que seja prontamente restaurada a realidade histórica dos fatos".

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