China pede calma a Trump e Kim

Donald e Kim

Mesmo assim, as fontes anônimas da Casa Branca avisaram que a paciência de Washington tem seus limites e prometeram observar atentamente o processo de aplicação das sanções contra Pyongyang. EUA e Coreia do Sul prosseguem exercícios conjuntos. Só que o comunicado dos chineses puxa delicadamente a orelha dos dois países: "Que todos sejam cautelosos com palavras e ajudem a promover a confiança mútua, em vez de aumentar as tensões". O Presidente chinês falou este sábado com Donald Trump apelando à calma na gestão da crise da Coreia do Norte. "Mas as declarações de Trump vão no sentido totalmente oposto", disse ao Guardian Shi Yinhong, que é um dos conselheiros de política externa do Governo chinês.

É com bastante conversa que o mundo enfrenta uma guerra de palavras. "Não houve nenhuma tentativa aparente da Coreia do Norte ou dos EUA para aliviar os floreios retóricos que tornaram os investidores globais apreensivos", escreveram analistas do Brown Brothers Harriman (BBH), em relatório.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse na sexta-feira que os riscos de um conflito militar sobre o programa nuclear da Coreia do Norte são muito altos, e Moscou está profundamente preocupado com as ameaças mútuas negociadas por Washington e Pyongyang.

Trump disse ter muita satisfação de conversar de novo com o presidente Xi Jinping. Na sua propaganda, Pyongyang define-as como uma provocação e um "ato de agressão". Essas conversações foram importantes, por exemplo, para que o estudante norte-americano Otto Warmbier, detido durante um ano na Coreia, fosse libertado. Entre os anos 1960 e o início dos anos 1990, algumas centenas destas armas encontravam-se presentes no território sul-coreano, como fator de dissuasão, tendo a sua retirada sido decidida em outubro de 1991 durante a presidência de George Bush, o pai de George W. Bush.

Numa reacção aos programas balístico e nuclear norte-coreanos, e à violação de outras resoluções anteriores, o Conselho de Segurança da ONU adoptou, por unanimidade, no passado fim de semana uma resolução que reforçou fortemente as sanções impostas à Coreia do Norte, que, caso for respeitada, privará o regime de Pyongyang de mil milhões de dólares de receitas anuais. O que não veio a suceder.

A ilha um dos territórios "não incorporados" dos EUA, localiza-se a 3.430 quilómetros a sudeste da Coreia do Norte.

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