Além de Temer, Janot denuncia Joesley e Saud por obstrução de Justiça

Presidente visitou o Instituto Estadual do Cérebro e anunciou a recursos para saúde- AFP

Na próxima quarta-feira (20), o STF deve retomar o julgamento de uma questão de ordem levada ao plenário pelo ministro Edson Fachin, relator do caso, sobre a possibilidade de suspender novas medidas do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, até que se decida sobre a validade das provas da delação da JBS. As gravações levantam suspeitas de que os dois delatores manipularam provas da delação. Após a decisão, Janot, que deixa o cargo neste fim de semana, apresentou anteontem a nova denúncia contra Temer - a primeira, por corrupção passiva, foi barrada pela Câmara. Os advogados afirmam que a colaboração de executivos da empresa foi direcionada por integrantes da PGR. O pedido foi feito enquanto o ex-procurador prestava depoimento à Procuradoria da República no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (8).

A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Temer foi apresentada na tarde desta quinta-feira (14).

O inquérito, conhecido como "quadrilhão do PMDB", tem ainda como alvos os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Henrique Alves (AL) -os três últimos presos devido a diferentes investigações. O presidente foi acusado de ser peça central de uma suposta organização criminosa formada pelo núcleo do PMDB, além da acusação de obstrução de Justiça. Segundo a rádio, embora a presidência julgue as acusações como absurdas, elas serão analisadas pelo STF, e podem, em seguida, ser encaminhadas à Câmara dos Deputados. A defesa de Temer quer que o Supremo não envie a denúncia à Câmara até que sejam esclarecidos os indícios de irregularidade envolvendo as delações.

Segundo a PF, os políticos se organizaram para obter as chamadas vantagens indevidas na administração pública.

Joesley Batista, da JBS, gravou uma conversa com Temer na noite de 7 de março na garagem do Palácio do Jaburu.

Brasília/DF - A Polícia Federal concluiu na data de hoje (11/09), o inquérito 4327 do Supremo Tribunal Federal, instaurado para apurar crimes supostamente praticados pelo chamado grupo do "PMDB DA CÂMARA", onde ficou comprovado indícios da prática do crime de organização criminosa (previsto no Artigo 1°, § 1° e Artigo 2° da lei n° 12.850/2013).

Ainda de acordo com o relatório, "de forma consistente, foi apontado como uma das figuras centrais beneficiadas em pagamentos pelo grupo JBS, inclusive com possível recebimento de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), por intermédio do ex-deputado Federal e ex-assessor Rodrigo da Rocha Loures, acompanhado em ação controlada executada pela Polícia Federal, um dos pontos de destaque da 'operação Patmos".

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