Anthony Garotinho é preso enquanto apresentava programa de rádio

Reprodução  Wilton Júnior  Estadão

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi preso, na manhã desta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro.

Durante o período da prisão domiciliar, Garotinho também não poderá entrar em contato com nenhum meio de comunicação eletrônica, como telefones celulares ou internet e nem dar entrevistas. A defesa nega as acusações contra o ex-governador e diz que ele nunca foi acusado de roubo e corrupção. Ele passou mal, ficou internado e só depois foi levado para o presídio. Em seguida, teve a prisão domiciliar autorizada pela Justiça. Garotinho mora em Campos dos Goytcazes, seu berço político.

O ex-governador é réu em decorrência da Operação Chequinho, que investiga fraudes em eleições municipais de Campos com envolvimento do programa assistencial Cheque Cidadão. Isso [prisão] iria acontecer de qualquer forma. De lá, foi levado à força, por decisão judicial, para uma unidade de saúde dentro do complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu.

No início de junho, o Ministério Público (MP) pediu a prisão do ex-governador, após a testemunha-chave da Operação Chequinho, Elizabeth Gonçalves dos Santos, denunciar à PF ter sofrido ameaças. Entretanto, a decisão foi revogada oito dias depois, após o pagamento de fiança de R$ 88 mil. Em nota, os advogados que defendem Garotinho afirmaram que a medida adotada hoje tem a intenção de evitar que ele siga denunciando outros políticos importantes e afirmaram que deve recorrer.

Garotinho, no entanto, não estará de volta, ao menos por enquanto. "Ele tem que se cuidar", comentou.

Além da medida cautelar, Garotinho foi condenado à prisão em regime fechado por corrupção eleitoral, associação criminosa e supressão de documentos públicos. "Trata-se de uma norma que tem por objetivo respeitar o trabalho de investigação em favor da mais ampla apuração dos fatos".

O ex-advogado Rafael Faria, se pronunciou sobre a prisão para o R7, dizendo, "Por mais esforço que fosse feito pela defesa, tudo o que a defesa fazia era refutado".

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