BANCO CENTRAL: Copom reforça redução moderada no ritmo de corte de juro

BANCO CENTRAL: Copom reforça redução moderada no ritmo de corte de juro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve reduzir o ritmo de cortes na taxa básica, a Selic, e já antevê o fim do ciclo de redução dos juros. "Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária". Para o BC, o Copom também está preparado para reagir a possível risco de "impacto inflacionário de um eventual revés do cenário internacional num contexto de frustração das expectativas com ajustes e reformas".

Evolução - "O processo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", diz a ata.

Durante o encontro, os membros do colegiado voltaram a debater "os riscos associados ao processo de normalização da política monetária em economias centrais e aos rumos da economia chinesa, com possíveis impactos sobre o apetite ao risco por ativos de economias emergentes".

A ata, divulgada nesta terça-feira (12), fala ainda que o processo de estabilização da economia brasileira está consolidado. "Esses esforços são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira".

"Todos os membros do Comitê voltaram a enfatizar que a aprovação e implementação das reformas, notadamente as de natureza fiscal e de ajustes na economia brasileira, são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável", avaliou o Copom. "A economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego", acrescentaram os membros do colegiado.

Alimentos - A intensa queda no preço dos alimentos constitui uma substancial surpresa desinflacionária e responde por parcela relevante da diferença entre as projeções de inflação para 2017 e a meta de 4,5% vigente para esse ano, traz a ata apresentada pelo BC nesta terça-feira.

O Banco Central elevou a expectativa de alta dos preços administrados - as tarifas públicas controladas pelo governo - em 2017.

Estas previsões para os preços administrados ajudaram a formar a base para que o colegiado cortasse na semana passada a Selic de 9,25% para 8,25% ao ano.

Favorável - O Copom reitera que o comportamento da inflação permanece bastante favorável, com diversas medidas de preço subjacente em nível baixo, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária.

Nesse trecho do documento, o BC nota que a inflação mais baixa tem "permitido uma recomposição do poder de compra da população e contribuído para a retomada da economia".

Por isso nos últimos 12 meses, a inflação acumulada é de apenas 2,46%. E lembrou que as projeções de inflação para 2018, tanto as da pesquisa Focus quanto as projeções condicionais do Copom, embutem alguma normalização da inflação de alimentos.

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