Bangladesh acusa Birmânia de "atrocidades" contra rohingya

ONU classifica violência em Mianmar como exemplo de

"A avaliação atualizada da situação não pode ser integralmente realizada, mas a situação parece ser um exemplo clássico de limpeza étnica", disse Zeid Ra'ad Al Hussein na abertura da 36.ª sessão do Conselho dos Direitos do Homem das Nações Unidas, em Genebra.

Críticos pediram que ela perca o prêmio Nobel da Paz por não fazer mais para deter o que a agência de direitos humanos da ONU classificou como "um exemplo didático de limpeza étnica".

"O Governo de Mianmar deve deixar de pretender que os rohingyas queimem as suas próprias casas e devastem os seus próprios povoados".

A primeira-ministra do Bangladesh, que visita esta terça-feira campos de refugiados que, nas últimas semanas, absorveram centenas de milhares de rohingya, teceu duras críticas à Birmânia por "atrocidades" que, a seu ver, atingiram um nível indescritível. Uma Organização Não Governamental (ONG) que atua na região, o Inter Group Coordination Group, citado pela Reuters, refere que a presente crise já provocou mais de 313 mil refugiados. "O deslocamento massivo e vitimização de pessoas, incluindo um grande número de pessoas da comunidade étnica rohingya e outras minorias, mostra que as forças de segurança birmanesas não estão a proteger os civis", lê-se no comunicado. Informações sustentadas por diferentes relatos em que se dá também conta de "execuções sumárias, e inclusive o disparo sobre civis em fuga".

A dirigente de fato de Mianmar, Aung San Suu Kyi, se dirigirá à nação na próxima semana em meio à crise no oeste do país, que levou cerca de 380.000 muçulmanos rohingyas a fugir, anunciou o governo nesta quarta-feira.

A líder de facto da Birmânia tem sido duramente criticada por defender a atuação do exército em relação aos 'rohingya' por múltiplas personalidades, entre as quais a paquistanesa Malala Yousafzai e o sul-africano Desmond Tutu, também laureados com o Nobel da Paz.

"Não tenho palavras para condenar Myanmar (antiga Birmânia)", disse Sheikh Hasina, aos deputados, na noite de segunda-feira, sublinhando que o Bangladesh tem vindo há muito a protestar contra a perseguição da minoria muçulmana naquele país de maioria budista.

Monitores de direitos humanos e rohingyas em fuga acusam o Exército e vigilantes budistas de Rakhine de organizarem uma campanha de incêndios criminosos com o objetivo de expulsar os rohingyas.

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