Coreia do Norte ignora sanções da ONU e lança novo míssil

Segundo o governo japonês, o míssil sobrevoou à ilha japonesa de Hokkaido (norte) às 7h06 do horário local, antes de cair no mar, a cerca de 2.000 quilômetros a leste de sua costa.

O lançamento não representou perigo direto para as populações, mas levou a que fosse emitido um alerta à população (também conhecido por J-Alert) para procurarem abrigo às primeiras horas da manhã de sexta-feira.

O Hwasong-12 também sobrevoou a ilha de Hokkaido antes de cair no mar. O míssil percorreu uma distância de 3.700 quilômetros e sobrevoou o norte do Japão, antes de cair no oceano. A jornalistas, o premiê australiano comentou que o lançamento nesta sexta-feira, juntamente com "explosões violentas de propaganda ameaçando o Japão e os Estados Unidos", eram sinais de que as sanções não estão funcionando.

"As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar pela bomba nuclear do Juche", indica a organização, em referência à ideologia governista da Coreia do Norte que mistura marxismo com uma forma de nacionalismo isolado pregado pelo fundador do Estado, Kim Il Sung, avô do atual líder norte-coreano, Kim Jong Un.

Foi esse ensaio nuclear que acabou por ditar uma nova imposição de sanções pelas Nações Unidas, no início da semana, um pacote de sanções - o oitavo - que visa sobretudo fragilizar as exportações de crude e o setor têxtil.

O Japão já condenou o disparo do míssil norte-coreano, que considerou ser uma "provocação intolerável".

"Não podemos nunca tolerar que a Coreia do Norte viole a decisão forte e unida da comunidade internacional rumo à paz, demonstrada nas resoluções da ONU, e insista neste ato ultrajante", disse Abe.

A China se opõe ao desenvolvimento de armas nucleares da Coreia do Norte, mas teme que uma maior pressão econômica leve o vizinho ao colapso.

O chefe da diplomacia norte-americana convidou os dois países, membros permanentes do Conselho de Segurança, a mostrarem a sua "intolerância face a estes lançamentos imprudentes de mísseis".

Ainda que a nota seja direcionada à China e à Rússia, o secretário americano pediu "que todas as nações acatem as novas sanções estabelecidas pelo Conselho de Segurança da ONU".

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