Coreia do Norte lança novo míssil

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Pyongyang lançou dezenas de mísseis sob o comando do líder Kim Jong Un e vem acelerando seu programa de armas, concebido para lhe dar a capacidade de visar os EUA com um míssil nuclear poderoso.

O regime norte-coreano acredita ser necessário "infligir um golpe" aos japoneses, que "não entraram nos eixos", nem mesmo depois de um míssil balístico intercontinental ter sobrevoado o arquipélago, cujas ilhas "deviam ser afundadas pela bomba nuclear Juché [a ideologia oficial norte-coreana de autossuficiência]", afirmou um porta-voz do Comité norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico num comunicado reproduzido na noite de quarta-feira pela agência KCNA.

Estas restrições, diz a AFP, foram impostas antes de o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que inclui a China, ter votado esta semana um novo pacote de sanções económicas contra a Coreia do Norte, no seguimento de um novo ensaio nuclear no dia 3 de setembro.

"No leste da Ásia, o regime cada vez mais agressivo e isolado da Coreia do Norte ameaça democracias na Coreia do Sul, Japão e, o que é mais importante e mais recente, ampliou estas ameaças aos Estados Unidos, colocando todo o mundo em perigo", afirmou Tillerson.

Adotando um tom mais duro que o secretário, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, disse que a paciência dos EUA para soluções diplomáticas para a Coreia do Norte está se esgotando rapidamente.

"Vínhamos empurrando isso pelo caminho, e o caminho acabou", disse McMaster aos repórteres.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul e dos Estados Unidos informou que estar investigando os detalhes do novo lançamento de míssil.

O texto, que tornar-se-á definitivo após uma votação esta segunda-feira por parte dos Estados Unidos, prevê um embargo "progressivo" sobre o petróleo destinado a Pyongyang - e não total e imediato como estipulava o primeiro projeto de resolução norte-americano - e também a proibição de importação por parte dos Estados-membros das Nações Unidas de têxteis norte-coreanos. Não se sabe ainda o paradeiro do míssil de longo alcance.

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