Défice desce para 1,9% do PIB no primeiro semestre

Os portugueses nunca pouparam tão pouco

No início do ano, INE e Eurostat já discutiam o registo dos fundos europeus, aquando da divulgação do défice de 2016, sendo que a autridade estatística da Europa decidiu alterar a forma como se registam as despesas e receitas dos fundos transferidos para o Estado português.

Se esta alteração se mantiver, o Executivo português pode estar sujeito a um impacto negativo ans contas, tendo em conta aquilo que previu quando apresentou o OE2017.

Já a capacidade de financiamento da economia situou-se em 1,0 por cento do PIB no ano terminado no segundo trimestre de 2017, valor idêntico ao observado no trimestre anterior. Caso a operação venha mesmo a ser contabilizada no défice orçamental, o valor no final do ano deverá superar os 3% do PIB, muito para além da meta do Governo para o final deste ano, que é de 1,5% do PIB. A comparação com o mesmo período do ano passado é ainda mais impressionante: a economia portuguesa produziu mais 4,3% no segundo trimestre deste ano do que no mesmo período de 2016.

O défice na primeira metade do ano atingiu os 1,9% do PIB (Produto Interno Público), menos 1,2 pontos percentuais que nos primeiros seis meses do ano passado, mas ainda está aquém da meta traçada pelo Governo para o conjunto do ano.

De acordo com o Ministério das Finanças, se "corrigido de efeitos temporários - pagamento de metade do duodécimo do subsídio de Natal nos salários e pensões e antecipação dos reembolsos do IRS - o défice situar-se-ia em 1,33%". Para o Governo, "comprova-se, assim, a credibilidade da estratégia orçamental". "A complementaridade da estratégia de gestão criteriosa dos recursos públicos e do fomento do crescimento inclusivo, baseado no investimento de qualidade, revela-se a melhor forma de assegurar crescimento económico socialmente equitativo a médio e a longo prazo", refere a mesma nota. Ou seja, o esforço financeiro do Estado corresponde a cerca de 2,1% do Produto Interno Bruto. É o valor mais baixo dos últimos 18 anos.

Caixa deve levar défice de 2017 para mais de 3%.

Portugal está a reduzir mais o défice que o inicialmente previsto e a economia vai crescer mais.

A posição sobre a CGD ainda está a ser discutida com as autoridades portuguesas que discordam do entendimento do Eurostat, que levaria o défice público outra vez para mais de 3% do PIB. O INE, por seu lado, afirma que "este processo terá como limite temporal Março de 2018, quando o INE transmitir a primeira notificação do Procedimento dos Défices Excessivos relativa a 2017".

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