Depois de Joesley, o irmão Wesley Batista é preso em São Paulo

Minervino Junior  CB  D.A Press

Mas, antes da prisão decretada nesta quarta-feira, pessoas próximas aos assessores da JBS já avaliavam que o pior cenário seria a saída forçada de Wesley do comando sem uma transição, o que causaria estrago em um setor marcado pela quebradeira de empresas.

As apurações miram o suposto uso de informações privilegiadas em transações entre abril e 17 de maio de 2017, data em que foram reveladas as primeiras informações da colaboração dos dois com a PGR (Procuradoria-Geral da República). O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acatou o pedido de prisão temporária por conta de indícios de que Joesley tenha omitido informações na delação feita à PGR - o que anularia o acordo que lhe garante imunidade.

Para o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, responsável pela defesa de Wesley, a prisão dos irmãos Batista nesse inquérito é absurda e configura uma espécie de vingança contra aqueles que colaboram com a Justiça. A Justiça Federal chegou a determinar o bloqueio de R$ 800 milhões das contas de Joesley Batista após a denúncia, mas depois autorizou que a quantia voltasse a ficar disponível para o empresário. O escritório da J&F, empresa controlada pelos irmãos Batista, também foi alvo de operação da PF.

As ações da Polícia Federal desta quarta integram a segunda fase da Operação Tendão de Aquiles, que investiga, desde junho, se os irmãos Batista se beneficiaram de seu acordo de delação para lucrar no mercado financeiro, fazendo reservas.

Segundo a PF, as investigações se dividem em dois acontecimentos.

Essas participações foram compradas por parte da JBS.

Outra situação foi a intensa compra de contratos de derivativos de dólares pela JBS S/A, em desacordo com a movimentação usual da empresa, que se favoreceu com a alta da moeda norte-americana após o dia 17. A pena prevista é de um a cinco anos de prisão, além de multa de até três vezes o total que lucraram com as ações investigadas.

As celas da superintendência da PF já foram ocupadas por Rodrigo da Rocha Loures, que ficou conhecido como 'deputado da mala' e pelo ex-senador Delcídio do Amaral.

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