Em delação, Funaro diz que Temer dividiu propina da Odebrecht com Geddel

Em delação, Funaro diz que Temer dividiu propina da Odebrecht com Geddel

O operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro acusou, em seu acordo de delação premiada, o presidente da República, Michel Temer, de ter sido o responsável por autorizar um repasse de caixa dois para pagamentos da campanha de Gabriel Chalita, candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo em 2012. Foi em Salvador que a Polícia Federal descobriu R$ 51 milhões, guardados dentro de malas e caixas, em um apartamento que teria sido emprestado a Geddel, segundo relato do proprietário do imóvel.

A fala de Funaro vai de encontro com a versão apresentada por Cláudio Mello Filho, ex-diretor da Odebrecht. Ele relatou ter negociado com Temer e seus aliados, entre eles o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), doações de caixa 2 para campanhas em 2014, no total de R$ 10 milhões.

Temer e seu partido romperam com Dilma meses antes de o afastamento dela ser aprovado e confirmado, mas o agora presidente sempre rejeitou a pecha de "conspirador" ou "golpista".

Segundo o relato de Funaro, Yunes era o principal intermediário das operações ilícitas e usava a empresa do coronel Lima para lavagem do dinheiro obtido com o contrato de Angra 3.

Segundo a delação de Funaro, Geddel informou que o dinheiro que iria retirar com Yunes era referente a uma doação via caixa 2 da Odebrecht, acertada com Padilha e Temer.

Além disso, Funaro também acusou Temer de receber propina de R$ 20 milhões de Constantino em troca de apoio ao projeto de abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro. A retirada, segundo ele, foi feita no escritório do advogado no Itaim Bibi, em São Paulo.

Funaro teria ido então ao escritório de Yunes e recebido uma caixa com R$ 1 milhão em seu interior.

Na ocasião, Yunes afirmou que teria sido surpreendido como "pacote" levado por Funaro, uma vez que o ministro Eliseu Padilha teria ligado para ele informando que Funaro faria a entrega de alguns "documentos".

A defesa de Eduardo Cunha se manifestou da seguinte forma: "Enquanto não for levantado o sigilo, a defesa de Eduardo Cunha não comentará os supostos termos de delação".

Relacionado:

Comentários

Últimas notícias

Bangladesh acusa Birmânia de "atrocidades" contra rohingya
Informações sustentadas por diferentes relatos em que se dá também conta de "execuções sumárias, e inclusive o disparo sobre civis em fuga".

F1: Carlos Sainz Jr. não comenta possível mudança
Fontes próximas à parceria confirmaram ao Motorsport.com que a McLaren entrou em um acordo de três anos com a Renault. Carlos Sainz Jr. deve fazer a sua última corrida pela Toro Rosso, este fim de semana, em Singapura.

Juliana Paes e Carla Diaz protagonizam vídeo divertido
Essa ainda não será a última vez que a policial e a esposa de Rubinho ficarão frente a frente em um encontro perigoso. Enquanto isso, Aurora ( Elizangela ) é interrogada pelos agentes e diz que não sabe o paradeiro de sua filha.

Baterista do Pink Floyd divulga cover inusitado de brasileiro
Ao compartilhar o vídeo, Nick Mason destacou: " Quando você soa bem dessa forma, você não precisa saber a letra toda ". O fenômeno nas redes sociais Gleyfy Brauly agora alcançou níveis internacionais de divulgação na internet.

Outras notícias