Estabilidade no varejo é pontual e esperada após três avanços seguidos — IBGE

Toninho Tavares  Agência Brasília

De acordo com resultados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil apresentou um crescimento de 4% na produção industrial em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nos 12 meses encerrados em julho, houve queda, de 2,3%. Neste período, as vendas do comércio acumularam alta de 2,2%.

Do ponto de vista da pressão negativa, o indicador teve a alta apagada por conta da pior performance nos setores de combustíveis e lubrificantes (-1,6%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%).

Mediante tais dados, a CNC a revisou suas expectativas para o varejo ampliado em 2017, de +1,8% para +2,2%.

O resultado de julho veio em linha com a média estimada pelo Valor Data, apurada em 23 consultorias e instituições financeiras, de estabilidade. As atividades de móveis e eletrodomésticos e livros, jornais, revistas e papelaria acompanharam o resultado geral e mostraram ambas variação nula na passagem de junho para julho de 2017.

Na comparação com o mesmo mês em 2016, o crescimento foi de 3,1%, puxado principalmente pelo crescimento positivo nas áreas de tecidos, vestuário e calçados (15,5%) e móveis e eletrodomésticos (12,7%). A entidade apontou ainda como fundamental a recuperação do mercado de trabalho a partir da segunda metade do ano e a reativação dos investimentos como condição necessária para a sustentabilidade do desempenho do comércio.

O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo está entre os três que mais avançaram nas vendas e teve variação de 0,7%, entre junho e julho.

O volume de vendas no varejo ampliado - que inclui as atividades de veículos e motos, partes e peças, além de material de construção - subiu 0,2% de junho para julho, com ajuste sazonal. Conforme o IBGE, o resultado foi influenciado pela combinação da redução de 0,8% das vendas em veículos e motos, partes e peças e do avanço de 0,9% em material de construção em julho de 2017, se comparado ao mês anterior. As taxas mais acentuadas foram no Amazonas (3%); Santa Catarina (2,4%) e Roraima (2,2%).

O destaque na comparação com o mesmo mês do ano passado de 2016 foi percebido em Santa Catarina (14,2%) e Alagoas (10,3%). Por outro lado, Tocantins (-5,3%) apresentou recuo mais acentuado no varejo no mesmo período.

Os números mostram que o avanço foi disseminado entre as unidades da Federação.

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