Ex-procurador Marcello Miller presta depoimento hoje no Rio

Fachin vê múltiplos indícios de prática de organização criminosa por empresários

"Dessa forma, em prol do contraditório e da ampla defesa, requer-se a intimação dos peticionários, bem como a cópia do requerimento e das peças necessárias, para manifestação, consoante o texto legal mencionados", pede a defesa de Joesley Batista e Ricardo Saud, afirmando que os clientes estão dispostos a cumprir a lei.

Joesley e Saud prestaram depoimento à PGR (Procuradoria Geral da República) na última quinta (7), em Brasília, para dar esclarecimentos sobre a gravação na qual, entre outros pontos, sugerem que contaram com o auxílio de Marcelo Miller para negociar os termos da delação premiada dos executivos da J&F antes de o ex-procurador se desligar do Ministério Público Federal. Os depoentes tentaram justificar que aquilo era uma "conversa de bêbados".Afirmaram que não entregaram os áudios por acidente, mas para demonstrar transparência. Nesta sexta, depôs Marcelo Miller, no Rio de Janeiro. O ex-procurador foi exonerado no início de abril da PGR. Na mesma época em que fez os contatos com Miller, Joesley buscava um nome para assumir a área de compliance e combate à corrupção da JBS. O áudio foi feito por Ricardo Saud, diretor de relações institucionais do grupo, que a despachou em meio a documentos enviados recentemente ao procurador Rodrigo Janot. No total, permaneceram quase dez horas no local. A conversa revelaria o que Janot chamou de indícios de "crimes gravíssimos" envolvendo Marcelo Miller, ex-procurador que foi seu auxiliar. Isso porque os depoimentos dos empresários começaram a ser questionados desde que gravações de conversas entre Joesley e um dos sócios da J&F, já que demonstram uma possível proximidade entre o ex-procurador e os executivos. Pelo que se teve conhecimento até agora, inclusive pela fala do próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não estaria em jogo a anulação das provas apresentadas pelos delatores, apenas de parte das premiações concedidas.

O advogado da empresa, Francisco de Assis, que também é delator, foi o primeiro chegar e o primeiro a depor.

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