Ex-proprietária da casa de Medina ficou a perder 198 mil euros

Bloco abre porta a maioria de esquerda em Lisboa

O Ministério Público está a investigar a compra de uma casa por parte do actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, a uma familiar de líderes da construtora Teixeira Duarte. Questionado pelo i sobre o facto de a escritura igualmente divulgada no site medina2017.pt conter a sua assinatura e a de Isabel Maria Calainho de Azevedo Teixeira Duarte e sobre quando teve conhecimento de que o imóvel pertencia a esta senhora, Medina afirmou que "desconhecia à época, como até às notícias publicadas, qual a relação acionista ou outra com o grupo em causa", reforçando que todo o processo foi tratado com a agência. Que omitiu o negócio da casa na declaração do Constitucional, facto certíssimo; que omitiu (e podia fazê-lo) o vendedor, facto certíssimo; que o vendedor era uma pessoa ligada à família Teixeira Duarte, facto certíssimo; que o preço foi abaixo do valor de mercado, dado que se pode discutir mas não parte de um pressuposto errado. A mesma foi remetida para o DIAP, onde se encontra "em investigação".

Quanto à falta de declaração ao Tribunal de Constitucional da propriedade do duplex na Avenida Luís Bivar, conforme foi inicialmente noticiado, Medina aproveita também para deixar a situação clara.

Também aqui, na declaração que publicou no site da sua campanha, Fernando Medina rebate as acusações, ao dizer que atualizou, em agosto do ano passado, a declaração do Tribunal Constitucional, dando conta do contrato-promessa celebrado e da forma como o iria liquidar.

Nas suas declarações, o autarca admitiu ainda ter pago "um preço acima do solicitado pela agência" e ter comprovado que o preço pago "é superior à média praticada naquela zona para imóveis equivalentes e totalmente em linha com os imóveis que foram transacionados naquele prédio".

"Até ser questionado por órgãos de comunicação social nunca pensei que fosse imaginável qualquer associação deste ato de compra de casa às minhas funções na CML ou a decisões aí tomadas". "Por ser impróprio, irreal e absurdo", remata. Em ambos os casos, medeiam 10 anos entre compras e vendas.

Depois de referir que recorreu ao crédito bancário para a compra do imóvel de 645 mil euros, Fernando Medina reiterou: "É com enorme sentido de repúdio que vejo o que está a ser feito nesta campanha, com base em denúncias anónimas, que alimentam uma falsidade para me tentar atingir na minha honra e bom nome". Já a antiga casa do casal, na Rua Viriato, foi vendida por 490 mil euros no ano passado quando tinha sido adquirida por 360 mil euros, uma valorização de 36% no mesmo período. Desde 2015 que a câmara não fechava contratos com a Teixeira Duarte, lembra o i.

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