Janot pede prisão de Joesley, Saud e ex-procurador Miller

Ao chegar à PGR Miller não falou com os jornalistas

Os empresários depuseram sobre áudios revelados nesta semana, em que eles conversam sobre a negociação da delação premiada. No caso JBS e em outras polêmicas no curso da Lava Jato, a opção do ministro tem sido por compartilhar com o colegiado o tema para que o plenário dê a palavra final.

Os advogados de Joesley Batista, Saud e Miller colocaram os passaportes dos clientes à disposição do STF e pediram para eles serem ouvidos pelo ministro Fachin.

Desde esta terça-feira, quando foram revelados os áudios com o diálogo entre os executivos, há um sentimento de indignação entre membros do STF. Ao invés de determinarem na hora a prisão dos delinquentes da JBS, Janot e Fachin deram a eles salvo-condutos vitalícios.

O pedido de prisão está sob sigilo – nem a PGR (Procuradoria Geral da República) nem o Supremo confirmam que foi enviado. Miller continua a prestar depoimento na noite desta sexta-feira na sede da Procuradoria Regional da República da 2ª Região, no Centro do Rio. Ela teria ocorrido involuntariamente. Rodrigo Janot está decidido a revogar os benefícios dados ao empresário e aos funcionários da J&F que fizeram delaçãoO procurador-geral monitorou o dia monitorando, a distância, o depoimento de Joesley e dos executivos da J&F Ricardo Saud e Francisco de Assis. Com essa gravação, eles pretendiam conseguir um acordo de delação premiada mais vantajoso. Na conversa que provocou a celeuma atual, são citados em contextos derrogatórios os nomes de pelo menos 3 ministros do STF: Cármen Lúcia (presidente da Corte), Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. O grau de envolvimento de Miller, ex-braço-direito do procurador geral Rodrigo Janot, na delação da JBS, com suspeitas de que a participação tenha se iniciado, ainda, quando ele (Miller) era procurador, constitui-se no nó górdio da história.

Fontes com acesso aos depoimentos informaram à TV Globo que Joesley disse nesta quinta que acreditar no audio é como acreditar em dois bêbados dizendo que a Coreia do Norte vai invadir os EUA. Todos os nossos compradores.

Joesley e Saud já emitiram uma nota negando a veracidade do que disseram no áudio de 17 de março e pedindo desculpas aos citados.

Para a equipe de Janot, os delatores podem ter omitido informações de má-fé, o que poderia justificar a revogação do benefício de imunidade penal concedido aos delatores. As provas entregues, no entanto, continuam válidas. "As declarações dele (Miller) não interessam para o MP?", questionou a defesa. Os executivos da JBS negam irregularidades.

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