Justiça Federal aceita denúncia contra envolvidos em corrupção em obras no Rio

Acusados são suspeitos de estarem envolvidos em lavagem de dinheiro de obras do Rio como o BRT Transcarioca

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro contra Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras da gestão do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes e outros 10 investigados por participação do esquema que teria desviado R$ 36 milhões em obras da Transcarioca e da recuperação da Bacia de Jacarepaguá.

Pinto também é citado como tendo solicitado propina nas obras de recuperação das lagoas da bacia de Jacarepaguá.

"Os ilícitos verificados envolvem principalmente a solicitação de vantagem indevida a pretexto de influir em ato de agentes vinculados ao Ministério das Cidades e a solicitação de vantagem indevida pelo então secretário Municipal de Obras do Rio de Janeiro, bem como a solicitação de vantagens indevidas pelos fiscais de obras municipais, confirmando a existência de uma verdadeira organização criminosa instalada na Prefeitura do Rio de Janeiro, dedicada à obtenção de vantagens indevidas a agentes públicos oferecidas pelas empreiteiras executoras das obras públicas municipais, em prejuízo aos cofres públicos", destacam os procuradores da República que compõem a força-tarefa da Lava Jato, Leonardo Cardoso de Freitas, José Augusto Simões Vagos, Eduardo Ribeiro Gomes El Hage, Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Rafael Barretto dos Santos, Sérgio Luiz Pinel Dias, Fabiana Schneider e Marisa Varotto Ferrari. Também são acusados dois executivos da empreiteira OAS, Reginaldo Assunção e Antônio Cid Campelo, e as construtoras Carioca Christiani Nielsen Engenharia e Andrade Gutierrez, por oferecerem vantagens indevidas a agentes políticos e e servidores públicos. "Isso porque o esquema nessas obras municipais era comandado por Alexandre Pinto da Silva, indicado por agente político do partido PMDB, mesmo do ex-governador Sergio Cabral, para comandar a Secretaria Municipal de Obras", escreveu Bretas, ao receber a denúncia.

Pinto e outras nove pessoas foram presas no âmbito da operação Rio 40 Graus, desdobramento da Lava Jato, em agosto passado. Também foi denunciada a advogada Vanuza Vidal Sampaio, responsável pelo recebimento e repasse das vantagens indevidas e pela ocultação da origem espúria do dinheiro. A partir do acordo de leniência com a Carioca Engenharia, apurou-se que o esquema de cobrança de propinas na esfera estadual funcionava também na Secretaria Municipal de Obras da capital.

A OAS informou que não vai se manifestar sobre a denúncia dos executivos Reginaldo Assunção e Antonio Cid, porque eles não pertencem mais aos quadros da empresa. Além disso, a empresa informou que manterá as auditorias internas no intuito de esclarecer fatos que interessar à Justiça e aos órgãos competentes.

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