Metade dos alunos entre o 10º e 12º anos chumba pelo menos uma vez

Metade dos alunos entre o 10º e 12º anos chumba pelo menos uma vez

Os primeiros alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória até aos 18 anos chegaram ao fim do 12.º ano no ano letivo 2014/2015.

Terminar o ensino secundário, que vai do 10.º ao 12.º, continua a ser um desafio ciclópico em Portugal, mesmo para quem não abandona a escola. Nos restantes países, em média, 68% dos alunos terminam o secundário dentro do período previsto.

Nas contas da OCDE há, portanto, 61% dos estudantes nacionais que acabam o secundário em cinco anos, 4% que permanecem nas escolas ao fim de cinco anos, ainda a terminar, e 35% que desistem sem ter concluído esta fase. Esta é a percentagem mais elevada de abandono sem finalização do ensino secundário que é registada na OCDE, sublinha o Education at a Glance.

O caso de Portugal merece referência especial no relatório anual do organismo internacional, juntamente com o Chile, que tem um problema semelhante. "Nestes países, o atraso na conclusão do ciclo de estudos pode ser um sinal de que há estudantes que estão a ficar para trás e a correrem risco de abandono", pode ler-se na conclusões.

O único indicador onde Portugal se destaca positivamente é na conclusão do ensino secundário por maiores de 25 anos.

O facto tem consequências várias, sobretudo a nível do emprego.

O caso português tem uma outra especificidade.

"Ao contrário de muitos países com dados disponíveis, o ensino profissional em Portugal é mais bem-sucedido em manter [na escola] até à graduação do que o ensino científico-humanístico".

O estudo foi realizado em 2015 incidindo sobre a população entre os 15 e os 20 anos, isto é, em idade de frequentar o ensino secundário.

Cerca de 40% dos professores portugueses tem mais de 50 anos e apenas 1% tem menos de 30 anos. Enquanto, nos programas gerais 59% conclui este nível, no ensino profissional, a percentagem sobe para 64%. Foi o aumento mais elevado de toda a OCDE.

O relatório aponta ainda o crescimento da frequência no ensino pré-escolar na última década, que a partir dos três anos está já em percentagens acima da média da OCDE, o que leva a organização a considerar que Portugal está a dar "passos na direção certa rumo ao objetivo de universalizar até 2020 a educação pré-escolar para as crianças entre os três e os cinco anos".

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