Miller teria auxiliado leniência da J&F ainda no MP, afirma procurador

PF vasculha celular de sócio da JBS e acha indícios de atuação de Miller

Antes de assumir uma vaga no escritório Trench, Rossi e Watanabe, responsável por negociar a delação do grupo J&F, o então procurador Marcello Miller tratava do tema em e-mails enquanto ocupava cargo no Ministério Público.

No pedido, protocolado na última sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), Janot afirma que e-mails enviados pelo escritório de advocacia comprovam a ação de Marcello Miller.

Ele diz que, ao telefonar para Miller, este lhe disse que iria trabalhar no Trench, Rossi e Watanabe, o mesmo escritório que, coincidentemente, estava sendo contratado para a auditoria interna da Eldorado.

Ainda segundo o Procurador-Geral, nestas mensagens o então membro do Ministério Público discutia com uma advogada da empresa a questão de "voos para reuniões, referencias a orientações à empresa J&F e inícios de tratativas". Na mensagem, Miller dá esclarecimentos sobre improbidade administrativa, envolvendo financiamento do BNDES, e comenta até o perfil de três membros do MPF. E conclui: "Espero que isso possa te ajudar".

Procurado pela reportagem, o escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe informou que "está auxiliando e continua à disposição para auxiliar as autoridades". O escritório está entregando todos os documentos solicitados pela Procuradoria-Geral da República.

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