'No Brasil, cada um quer derrubar o outro', diz Temer

O tema também deve integrar os debates entre lideranças sindicais políticas e empresariais

Em nota nesta terça-feira, Temer diz que "garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente", e que há a tentativa de condenação sem ouvir os acusados.

O Planalto evoca o "Estado Democrático de Direito" e "a barbárie da punição sem provas". O peemedebista ainda disse que falsos testemunhos alteram o passado. Nas últimas semanas, o Brasil vem assistindo exatamente o contrário.

Garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente, sem que haja a mínima reação.

"Chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las". Segundo ele, os "facínoras" roubam a verdade, ao passo que bandidos constroem versões sem consistência para alcançar "impunidade" ou "perdão". Vazamentos apresentam conclusões que transformam em crimes ações que foram respaldadas em lei: o sistema de contribuição empresarial a campanhas políticas era perfeitamente legal, fiscalizado e sob instrumentos de controle da Justiça Eleitoral. Ainda, Temer menciona "ações clandestinas".

Uma investigação da polícia federal brasileira concluída na última segunda-feira apontou que há indícios de que o Presidente e outros integrantes da cúpula do PMDB mantinham uma estrutura organizacional com o objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública. Esse entendimento consta de inquérito da Lava Jato que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e que teve as investigações finalizadas ontem (11) pela PF.

De acordo com o relatório da PF, os investigadores encontraram indícios de formação de organização criminosa que envolvem o presidente Michel Temer, os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha, todos do PMDB. O Planalto havia respondido que Temer "não participou e nem participou de nenhuma quadrilha".

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