Para Gilmar Mendes, STF "está vivendo maior vexame de sua história"

Gilmar Mendes e Edson Fachin tem trocado farpas por causa de delação da JBS

Com o polêmico ministro do STF (Supremo Tribunal Federal)#gilmar mendes não foi diferente. Mendes é conhecido por opinar sobre vários assuntos e frequentar eventos políticos.

Àquela altura, Joesley já se preparava para acertar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

O ministro, no entanto, atraiu atenção recentemente e foi duramente criticado por ter mandado soltar em habeas corpus o empresário de ônibus Jacob Barata Filho.

Ainda na opinião de Cavalcanti, o ministro Gilmar está visivelmente desequilibrado e abalado pela situação judicial-política do país e está fazendo comentários descabidos sobre a relação entre o procurador Janot e Marcelo Muller, ex-procurador federal. A defesa alega perseguição ao presidente.

O Instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.502 brasileiros, em questionário ONLINE, entre os dias 02 e 05 de setembro de 2017. Sabe-se lá o que que ele fez aqui também. "Certamente, em algum lugar onde está - e um bom lugar - o ministro Teori [Zavascki] está rezando por nós e dizendo 'Deus me poupou desse vexame', porque estamos vivenciando um grande vexame institucional, o maior que já vi na história do tribunal".

Ao término da fala de Mendes, Fachin, que também é da Segunda Turma, respondeu que não se constrange por julgar com base na prova dos autos e afirmou que a alma dele "está em paz".

Gilmar afirmou ainda imaginar "o drama pessoal" de Fachin neste caso. "Ter sido ludibriado por Miller et catera (e comparsas) e ter tido o dever de homologar isso deve impor um constrangimento pessoal muito grande", disse. "E tão poucas pessoas na história do STF correm o risco de ver o seu nome e o da própria Corte conspurcado (manchado) por decisões que depois vão se revelar equivocadas", disse o ministro. E por isso agradeço a preocupação de Vossa Excelência, mas parece-me que, pelo menos ao meu ver, julgar de acordo com a prova dos autos não deve constranger a ninguém, muito menos um ministro da Suprema Corte. "Também agradeço Vossa Excelência e digo que a minha alma está em paz", afirmou.

Também é acusado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-diretor da Petrobras Djalma Rodrigues de Souza.

Primeiro a votar, Fachin defendeu o recebimento da denúncia e abertura de ação penal. "Ou seja, o pagamento a Eduardo da Fonte de R$ 300 mil (100 mil em espécie e 200 mil em doações oficiais para a campanha eleitoral do deputado), a fim de intervir para que a UTC tivesse precedência para a obtenção dos contratos para a futura construção da Coquepar e outras obras". "Para o recebimento da denúncia tem que ter probabilidade para futura condenação". Um tipo de denúncia meio preventiva, uma invenção nova. O ministro Dias Toffoli, porém, rejeitou completamente a denúncia por considerar que apenas os depoimentos dos colaboradores não constituem densidade suficiente para a admissão da ação penal.

O julgamento foi suspenso após o ministro Ricardo Lewandowski pedir vista do processo, sem prazo para retornar.

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