PF conclui inquérito e responsabiliza Temer por quadrilhão do PMDB

Antonio Cruz  Agência Brasil

O documento foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (11) pela Polícia Federal.

O alvo do inquérito é o grupo conhecido como PMDB da Câmara.

O relatório da Polícia Federal sobre o chamado "quadrilhão" do PMDB na Câmara dos Deputados aponta indícios de que o presidente Michel Temer (PMDB) e os ministros da Secretaria-Geral, Moreira Franco (PMDB) e o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), cometeram crime de corrupção. As informações são da revista Veja.

Eduardo Alves foi preso preventivamente no dia 6 de junho de 2017 pela Polícia Federal na Operação Manus, que investigava corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal.

R$ 31,5 milhões de vantagens por participar de suposta organização criminosa, formada por políticos, que atuou na Petrobras e nos governos petistas. Os três já estão presos.

A situação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que tem tido a atuação questionada, deve ajudar o presidente Michel Temer (PMDB) a se livrar da segunda denúncia, segundo a Coluna do Estadão. Ele deixa o cargo no próximo dia 17 e será substituído por Raquel Dodge. Para o PGR, Temer deu aval a pagamentos feitos pelo dono da JBS para evitar as delações premiadas de Cunha e de Lúcio Funaro, operador financeiro do grupo. As revelações do doleiro também devem ser usadas por Janot na denúncia contra o presidente. Entre os citados está o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Junior (PMDB).

"O procurador-geral da República previamente sabia da intenção dos alcaguetes e os aconselhou, por si e por seus assessores, sobre como agir, inclusive sobre a clandestina gravação do sr. presidente da República por Joesley Batista no Palácio do Jaburu", diz o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira.

Segundo PF, integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta.

Atendendo o pedido de Constantino para confirmar a solicitação de Temer, Funaro disse que teria acionado o então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "O presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça", diz a nota, citada pela Agência Brasil. Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito.

O ministro Eliseu Padilha informou que só irá se pronunciar "se houver acusação formal contra ele que mereça resposta".

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