PF transfere Joesley Batista para São Paulo

Wesley Batista foi preso na investigação do uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro

No último depoimento à Procuradoria Geral da República, Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico do J&F, disse que Ricardo Saud, um dos diretores do grupo, deu a impressão de que "estava pronto para delatar o Joesley", segundo o site O Antagonista.

Em fevereiro, o ex-procurador pediu sua exoneração e deixou o Ministério Público oficialmente em 5 de abril, mas, segundo a PGR, há indícios de que ele auxiliava a JBS enquanto ainda era funcionário público. O martelo deve ser batido ainda nesta semana, antes do término do mandato do procurador-geral, Rodrigo Janot, no domingo (17). O presidente será acusado formalmente perante o STF de tentar obstruir a Justiça e de integrar organização criminosa. Foi negociada, como premiação, o benefício do não oferecimento de denúncia (imunidade processual).

Janot ainda comunicou a Corte sobre a rescisão dos acordos de colaboração dos dois executivos, que lhes garantiam imunidade penal, e pediu que as condutas ilícitas cometidas pelos executivos relacionadas a irregularidades do "quadrilhão do PMDB" na Câmara sejam avaliadas pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em primeira instância. Saud é suspeito de ter omitido informações durante os depoimentos de colaboração premiada.

A tendência hoje é que o acordo seja rescindido, ou seja, que os delatores percam todos os benefícios concedidos em troca das informações que prestaram. Janot também pede que o ministro Luiz Edson Fachin, relator dos inquéritos e da delação da JBS, homologue a rescisão, da mesma forma que homologou a assinatura.

Divergências entre a defesa dos delatores da JBS e integrantes da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o tempo de prisão que terá de ser cumprido em regime fechado emperram a repactuação do acordo de delação de Joesley Batista e executivos da empresa, segundo a Folha apurou.

Ainda não foi informado oficialmente, no entanto, se a transferência de Joesley para a capital paulista é definitiva ou apenas para que o empresário possa depor na Operação Tendão de Aquiles, que tornou também seu irmão, Wesley Batista, prisioneiro desde quarta-feira, 13.

A prática, no mercado, é apelidada de "insider trading".

A investigação aponta que o grupo lucrou US$ 100 milhões com a alta do dólar após 17 de maio. Essa foi uma decisão da Polícia Federal que nós simplesmente acatamos.

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