PGR denuncia Temer, Joesley e PMDB da Câmara ao STF

"Se eu fosse o presidente, não afastaria ninguém em função dessa denúncia", disse o deputado, classificando como um "desejo de retaliação quase insano" a denúncia apresentada hoje por Janot, que deixa o cargo no domingo.

O documento da PGR tem como base as delações de executivos da JBS e do corretor de valores Lúcio Funaro, que teve delação premiada homologada.

A posição unânime do Supremo é um indicativo de respaldo a Janot, desgastado em seu final de mandato em razão da eventual rescisão do acordo de delação da J&F. Nesta segunda denúncia, Janot acusa o presidente dos crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. Para o procurador, Temer e parlamentares do PMDB, que também constam na denúncia, participaram de um suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração. Apesar da tentativa, Lúcio Funaro firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República, que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal, e as informações prestadas constam da denúncia. Na segunda-feira, ele será sucedido por Raquel Dodge.

"Não houve por parte do presidente da República, ao contrário do que afirma a denúncia, não houve nenhuma ação em que ele, presidente de República, tivesse solicitado, recebido, favorecido ou aceitado qualquer benesse, elementares do crime de corrupção", afirmou Mariz.

Joesley Batista e Ricardo Saud também são acusados de obstrução da justiça. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.

Joesley alega que foi apresentado a Miller por Francisco de Assis e Silva, advogado da empresa e também delator, porque estava à procura de alguém para a área de anticorrupção da empresa. Depois disso esse mesmo procurador se desligou do Ministério Público e foi trabalhar no escritório de advocacia que defende os irmãos Batista. "Michel Temer dava a necessária estabilidade e segurança ao aparato criminoso, figurando ao mesmo tempo como cúpula e alicerce da organização". Ao discursar no evento, ele não mencionou a nota e nem mesmo o resultado das investigações da Polícia Federal, limitando-se a explicar que o encontro discutiria ideias sugeridas por centrais sindicais e federações de empresas para incentivar a economia. Até esse horário, nenhum ministro havia proferido voto. O ex-procurador nega as irregularidades e diz que não usou o cargo público para favorecer a JBS.

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