Polícia Federal prende dono da J&F Wesley Batista

Janot se encontrou com advogado de Joesley

Os pedidos de prisão se deram numa segunda fase das investigações.

Pierpaolo Cruz Bottini, advogado de defesa dos irmãos Batista, classificou como "injusta, absurda e lamentável" o mandado de prisão preventiva cumprido pelos policiais nesta quarta.

Também há um novo pedido de prisão preventiva contra Joesley, que está detido desde terça (12) em Brasília.

Wesley foi levado para a Polícia Federal. O pedido de prisão, que tem prazo indeterminado, foi feito pela 6ª Vara Criminal de São Paulo. Os acordos dos outros cinco colaboradores estão mantidos. No entanto, há a possibilidade de as prisões serem prorrogadas ou transformadas em preventivas.

As prisões fazem parte da 2ª fase da Operação Tendão de Aquiles, em que também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.

As apurações miram o suposto uso de informações privilegiadas em transações entre abril e 17 de maio de 2017, data em que foram reveladas as primeiras informações da colaboração dos dois com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Segundo a PF, caso sejam responsabilizados, os irmãos Batista podem ser condenados a penas de 1 a 5 anos de reclusão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.

O ministro determinou ainda a suspensão dos benefícios da colaboração firmada; por ambos ao afirmar que os elementos apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot; indicam que os delatores entregaram provas de maneira "parcial e seletiva". O grupo também lucrou com a venda de ações da JBS. Com as irregularidades, o mercado era manipulado, fazendo com que os acionistas absorvessem parte do prejuízo gerado pela baixa das ações.

O segundo evento investigado é a intensa compra de contratos de derivativos de dólares entre 28 de abril e 17 de maio por parte da JBS; fora do padrão de movimentação comum da empresa, gerando ganhos decorrentes da alta da moeda norte-americana após a revelação da delação.

A J&F, seus controladores e outras empresas do grupo são investigadas por uso de informação privilegiada.

O crime está previsto no artigo 27-D da Lei 6.385/76, que regula o mercado de valores mobiliários.

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