Presidente da JBS é preso em São Paulo

Wesley Batista cumpre prisão temporária na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo- STRINGER  REUTERS

José Medeiros também quer que a CPMI ouça Esther Flesch, ex-sócia do escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, apontada como responsável pela contratação do ex-procurador da República, Marcello Miller e que teriam trocado e-mails sobre honorários, quando Miller ainda era procurador.

"Nós entendemos que é, sim, um caso de prisão preventiva dos dois irmãos, porque nós estamos diante de duas pessoas que são criminais confessos". A defesa requereu, então, que Joesley e Wesley possam permanecer na Custódia da PF em São Paulo.

As autoridades buscam documentos e áudios que ainda não foram entregues aos investigadores. Joesley, cuja prisão também foi decretada pela Justiça de São Paulo, já está detido temporariamente desde segunda-feira por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), por ter omitido informações de seu acordo de delação. A procuradora Janice Ascari, que trabalha com Janot, também está acompanhando a ação.

As residências dois irmãos foram revistadas hoje pela PF, mas não houve apreensão de material, segundo os delegados. Nesse caso, Joesley Batista e Ricardo Saud ainda não foram ouvidos. Por isso a necessidade da prisão preventiva dos irmãos, afirmou. Por isso, o banco avalia que não deve mudar de estratégia e, sim, insistir no seu principal ponto: a proposta de que a própria JBS mova ação contra seus controladores. Caso a oitava se mantenha, o empresário deve ficar em silêncio.

Os investigados, que são alvos de seis operações da PF, venderam as ações da empresa, exceto a fatia de 42,5% que pertence a acionistas.

A polícia devolveu o pedido para a PGR para que novas direções fossem dadas. O áudio foi entregue pelos delatores no dia 31 de agosto.

Em audiência na após ser preso, Wesley reclamou de sua detenção.

Diz ainda que "nunca obstruiu investigações de qualquer espécie, nem alegou ou sugeriu poder influenciar qualquer membro do MPF". Perante o juiz, ele disse que o único erro que cometeu foi ter feito a delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, e se mostrou arrependido do acordo.

Joesley e Janot - Ontem (11), o senador de Mato Grosso já havia apresentado requerimento convocando Joesley Batista e o procurador geral da República, Rodrigo Janot, a prestarem depoimento na CPMI da JBS.

A JBS teria comprado entre 750 milhões de dólares e 1 bilhão de dólares no mercado futuro da moeda norte-americana após o fechamento do mercado na quarta-feira 17, horas antes de trechos da delação começarem a vazar.

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