Secretário-geral da ONU condena disparo de míssil norte-coreano

O míssil foi disparado de um local próximo a Pyongyang e sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido às 07h06 local

Segundo a Coreia do Sul, o projétil foi disparado de Sunan, onde fica o aeroporto internacional norte-coreano e mesmo local do dispara o Hwasong-12, míssil de alcance intermediário que também sobrevoou o Japão na ocasião.

Tanto a Coreia do Sul como os Estados Unidos estão a analisar os detalhes deste novo lançamento, reportou a agência de notícias Yonhap.

Segundo a NHK, canal estatal japonês, o míssil foi lançado às 6h57 (22h57 em Lisboa) e passou a norte da ilha de Hokkaido, tendo caído no oceano Pacífico, a cerca de dois mil quilómetros a este do Japão. Acompanhe o site eleito pela Escolha do Consumidor 2017. "Esta manifesta violação das resoluções do Conselho de Segurança se produz dias depois que a Coreia do Norte efetuou seu sexto teste nuclear", lembrou o texto.

O Comitê norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico, que lida com assuntos externos de Pyongyang, também defendeu o desmantelamento do Conselho de Segurança e o descreveu como "ferramenta do mal", segundo comunicado divulgado pela agência norte-coreana KCNA.

Em menos de um mês, este foi o segundo lançamento levado a cabo pela Coreia do Norte a sobrevoar território japonês, o primeiro desde o novo ensaio nuclear do regime eremita, realizado a 3 de setembro.

A China condenou o mais recente lançamento de míssil da Coreia do Norte e pediu "moderação" às partes envolvidas, em uma declaração da porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying. "Não recolham nenhum objeto que possam encontrar", afirmava o alerta. O texto impõe um embargo às exportações de gás para a Coreia do Norte, um limite para as vendas ao regime de petróleo e produtos refinados, assim como a proibição de importação de têxteis norte-coreanos.

"Estas contínuas provocações apenas aprofundam o isolamento diplomático e económico da Coreia do Norte", completou o secretário de Estado norte-americano.

Seul respondeu com testes militares que incluíram o lançamento de mísseis Hyunmu no mar do Japão, segundo o ministério da Defesa.

"A adoção de uma ilegal e maléfica nova 'resolução de sanções' impulsionadas pelos EUA constitui uma oportunidade para que a Coreia do Norte comprove que o caminho que escolheu é absolutamente correto", declarou o Ministério norte-coreano das Relações Exteriores.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, convocou uma reunião do conselho de segurança para discutir o novo lançamento, enquanto o governo japonês condenou o lançamento.

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