Sofrer ataques é o custo por enfrentar modelo político corrupto — Janot

Cármen suspendeu a sessão em que o pedido estava sendo analisado por volta das 18h10 desta quarta-feira  Carlos Moura  SCO  STF

Esta sexta-feira (15), último dia útil de Rodrigo Janot à frente da Procuradoria Geral da República será de bolo e despedidas. Janot participou da última sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) como representante do Ministério Público Federal (MPF) na Corte.

O ministro Gilmar Mendes, principal crítico do trabalho de Janot, não estava presente na sessão de hoje.

"Tenho sofrido nessa jornada, que não poucas vezes pareceu inglória, toda sorte de ataques".

Em seu discurso, Janot disse que nos momentos cruciais da Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal "foi firme, respeitou as leis e a Constituição, mas não se acovardou". Mesmo antes de começar, sabia exatamente que haveria um custo por enfrentar esse modelo político corrupto e produtor de corrupção, cimentado por anos de impunidade e de descaso. Para Janot, a Corte tem desempenhado o papel de "esteio da estabilidade institucional e democrática".

Apesar de mencionar os "ataques" sofridos durante o tempo em que ocupou o cargo, Janot fez questão de frisar que isso já se encontra "nos escombros do passado". Disse que a transitoriedade dos mandatos é saudável para a democracia e significa que as instituições são maiores que as pessoas que as representam.

"Entrego o cargo no próximo dia 17, sem qualquer jactância (vaidade, arrogância), mas com a convicção serena de que militei até o último instante na defesa dos compromissos constitucionais assumidos há mais de 30 anos", afirmou Janot. A cerimônia de posse será na PGR e terá a presença do presidente Temer, da presidente do STF, Cármen Lúcia e outras autoridades.

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