Vai ser proibido haver jogos de futebol em dia de eleições

O Diário de Notícias, que cita uma fonte oficial do executivo, destaca que esta iniciativa do Governo "não se aplicará no imediato, para as eleições autárquicas".

João Paulo Rebelo acrescenta que compreende as "razões invocadas" pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para a marcação de jogos em dia de eleições, sublinhando que "têm que ver com "os calendários desportivos", porém, afirma o governante, "independentemente disso, o Governo está determinado em legislar para que, no futuro, situações como estas não voltem a acontecer".

Esta é a terceira vez que a Liga marca jogos em dias de atos eleitorais, depois das eleições legislativas em 2015 e as presidenciais de 2016. A Liga justificou-se alegando que não tinha margem de manobra, tendo em conta o calendário das competições, e que já tinha anunciado as datas desses mesmos jogos publicamente.

A Liga sublinhou também que "não podia marcar os jogos para outro dia, adiantando que alterou a data de outros jogos da 8.ª jornada da I Liga e todos da 9.ª jornada da II Liga, por causa do ato eleitoral".

Um argumento idêntico ao que a LPFP usou nas eleições legislativas de 4 de outubro de 2015, de novo com jogos dos chamados "três grandes", que se realizaram ainda com as urnas abertas.

"Não havendo lei que expressamente os proíba, é desaconselhável a realização de eventos desta natureza que, em abstrato, potenciam a abstenção de um número que pode ser significativo de eleitores que, para além dos profissionais envolvidos, se deslocam para fora do local da sua residência habitual", pode ler-se na ata de 08 de setembro de 2015.

Passos Coelho desvalorizou a coincidência de jogos e eleições. Entre os partidos, só o PCP e Bloco vieram a público criticar - o PSD, que será essencial para que a mexida na lei eleitoral possa passar na Assembleia (a lei é de valor reforçado, precisando de dois terços dos votos), ainda não se pronunciou. E Jerónimo de Sousa notou que "seria desejável que não houvesse essa sobreposição, esses jogos, num dia tão importante em que são as eleições para as autarquias".

"Proibir é fácil, o que é difícil é algo que exige algum investimento e alguma organização é tornar o voto mais conveniente para as pessoas, mas isso não parece ser prioridade, o que é prioridade é proibir jogos de futebol", remata.

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