Cabral: anel de empreiteiro foi 'presente de puxa-saco'

Sérgio Cabral está preso desde novembro de 2016 acusado de receber propinas em contratos de obras públicas

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral desmentiu que o anel dado pelo empresário Fernando Cavendish à mulher dele, Adriana Ancelmo, tenha sido parte de propina. Ele dizer que um presente de puxa-saco, dado à minha mulher.

"Esse pobre sujeito está desesperado por esta acusação de ter lavado mais de R$ 300 milhões".

Segundo o ex-governador, a obra do Maracanã foi bem-sucedida e o estádio, diferentemente de outros projetos que resultaram em elefantes brancos, tem sido bastante utilizado. A contrapartida ao mimo, segundo Cavendish, teria sido a participação da Delta nas obras de reforma do Maracanã para a Copa de 2014. Ele, que está preso e é acusado de cobrar uma "taxa de oxigênio" das empresas que participavam de obras no Rio disse que nunca assinou ou tomou a iniciativa de ir contra alguma recomendação técnica ou jurídica. "Sobre escolhas da empresa [na licitação], não participei". Cavedish afirmou em depoimento que o anel serviu como porta de entrada para a Delta participar das obras. Não indiquei nenhum membro da comissão. De outro lado, o ex-secretário de obras Hudson Braga disse que os processos licitatórios eram de responsabilidade da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop). "Não podia combinar resultados", afirmou. O meu então vice-governador Pezão foi nomeado por mim secretário de Obras. A crise não é minha não. E que quando saiu o caixa do estado estava com dinheiro e o pagamento do funcionalismo em dia. "Não sou Adhemar de Barros: 'Rouba, mas faz'". O juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, também vai ouvir os executivos Paulo Meriade Duarte (ex-diretor comercial da Delta), Louzival Luiz Lago Mascarenhas (ex-diretor comercial da OAS), Marcos Antonio Borghi (ex-diretor de desenvolvimento de negócios estruturados da OAS) e Eduardo Soares Martins (ex-diretor de desenvolvimento de negócios estruturados da Odebrecht).

Segundo o ex-subsecretário, a Secretaria de Obras só se envolveu com os convênios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) porque a Emop tinha dívidas trabalhistas e não poderia intermediar obras no Rio de Janeiro que tinham financiamento do governo federal.

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