Justiça manda conduzir reitor e vice da UFMG

Manifestantes fazem protesto em frente à sede da PF durante operação

O Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco (Apubh) divulgou nota de solidariedade ao reitor Jaime Arturo Ramirez, à vice-reitora Sandra Regina Goulart Almeida e ex-reitores e ex-vice reitores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conduzidos coercitivamente por integrantes da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (6), durante a operação chamada Esperança Equilibrista. Cancellier era suspeito de obstruir uma investigação sobre desvio de recursos na UFSC.

Segundo a PF, o inquérito policial foi instaurado em março para investigar a obra inacabada do Memorial da Anistia Política do Brasil, financiado pelo Ministério da Justiça, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte. De acordo com a direção da Apubh, o departamento jurídico da entidade foi colocado à disposição para prestar assistência e apoio aos professores que ocupam e ocuparam postos na reitoria da UFMG. Ainda conforme a PF, os desvios teriam ocorrido por meio de pagamentos a fornecedores sem elo com o projeto e de bolsas de estágio e extensão. O local teria ainda dois prédios anexos e uma praça de convivência. A UFMG detém um vasto acervo científico e acadêmico sobre o tema da anistia, sobretudo por meio do Projeto República, grupo de pesquisa conduzido pela professora de história Heloisa Starling, que foi vice-reitora entre 2006 e 2010 e também foi alvo de condução coercitiva. De acordo com a investigação, foram gastos R$ 19 milhões na construção e pesquisas de conteúdo para a exposição, mas R$ 4 milhões teriam sido desviados para pagamentos realizados pela Fundep.

Participaram da ação 84 policiais federais, 15 auditores da CGU e dois do TCU. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e oito de condução coercitiva.

A operação, denominada "Esperança Equilibrista", tem a participação do Ministério da Transparência e da Controladoria-Geral da União (CGU).

A UFMG e a Fundep disseram que vão se manifestar em momento oportuno. "A PUC Minas expressa sua defesa de que tais ações se deem dentro do amplo respeito à dignidade e aos direitos individuais e que as autoridades responsáveis pelas mesmas não cedam à tentação da espetacularização midiática que, como sabemos, pode, por antecipação, condenar e punir cidadãos de bem e que possuem inequívoco histórico de bons serviços prestados à sociedade e, no caso específico, à causa da educação", diz trecho de nota assinada por Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, reitor da PUC. O presidente da Fundep também disse que não vai se pronunciar.

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