Número de funcionários de estatais cai para o menor nível desde 2010

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No terceiro trimestre deste ano, mais uma estatal foi retirada do quadro total de empresas públicas federais, a Indústria Carboquímica Catarinense S.A. (ICC), que era ligada à Petrobras.

Fernando Antônio Ribeiro Soares, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, citou que o objetivo é "recuperar as empresas estatais, reduzir os custos, aumentar a produtividade e aproximar-se cada vez mais de indicadores de mercado".

Entre as empresas que lançaram ou estão elaborando PDVs, estão Caixa, Companhia de Recursos de Pesquisa Mineral (CPRM), Eletrobras, Infraero (PDV contínou), Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (Eletrobras CGTEE), Dataprev, Banco do Nordeste, Casa da Moeda, Codesa, Valec, Amazul, Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Banco da Amazônia, Correios e Indústrias Nucleares do Brasil (INB). "Terminar o ano com menos de 500 mil é plenamente factível de se realizar (.) Temos PDVs em rescaldo, e outros que serão abertos", acrescentou. De janeiro a setembro, foram eliminadas 26,3 mil vagas nas empresas estatais em relação ao mesmo período do ano passado, e menos 43 mil empregados na comparação com 2015.

Os principais cortes ocorreram na Caixa Econômica Federal (- 7,2 mil empregados), Correios (-7,1 mil empregados), Petrobras (-4, 01 mil empregados) e Banco do Brasil (-2,6 mil empregados). "As empresas estatais têm que apresentar sustentabilidade", afirmou. É o menor percentual desde 2000, quando começa a série histórica.

Atualmente, o Brasil conta com 149 estatais, sendo a maioria delas nas áreas financeira e de infraestrutura.

As empresas estatais federais investiram até setembro apenas 37,4% dos R$ 91,5 bilhões programados para este ano, de acordo com o Boletim das Empresas Estatais referente ao terceiro trimestre de 2017.

"Isso está em linha com o cenário fiscal que enfrentamos". "Na busca do equilíbrio fiscal, um ajustamento do tamanho do estado acaba por ser necessário, isso é fundamental". "Isso se reflete também na redução do número de estatais", afirmou Soares. Ficou no azul em R$ 4,6 bilhões no ano passado. O número faz parte de balanço da Procuradoria-Geral da República (PGR) divulgado ontem, em evento para o Dia Internacional de Combate à Corrupção. O levantamento da Procuradoria não indica quais acordos foram considerados.

Também foi ressaltado o aumento do valor em bolsa das ações de empresas estatais. A maior multa estabelecida em acordos desse tipo foi a da J&F, que concordou com pagamento de R$ 10,3 bilhões. De acordo com os números da PGR, cerca de 200 pessoas tiveram acordos de delação homologados apenas nos processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato.

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