Acordo entre Merkel e social-democratas para formação do governo

Merkel fecha acordo para garantir ampla maioria no parlamento

Depois do fracasso, em novembro, das negociações com os liberais e os ecologistas, um acordo com os sociais-democratas é a última oportunidade da chanceler para governar mais quatro anos. A eventual participação no novo executivo terá de ser validada no congresso extraordinário marcado para 21 de janeiro de desfecho imprevisível.

A chanceler Angela Merkel e o líder social-democrata, Martin Schulz, confirmaram nesta sexta-feira, 12, que alcançaram um acordo de princípio para formar um governo que permita que a Alemanha saia de um bloqueio político sem precedentes, depois de mais de 24 horas de negociações.

"Penso que alcançámos resultados notáveis", disse Schulz, que terá agora de levar o acordo ao seu partido para ser aprovado antes de as negociações formais para a formação de uma coligação poderem começar.

Na quinta-feira, Schulz tinha dito que o SPD só concordaria em formar uma coalizão se tivesse a certeza que o novo governo fortalecerá a Europa, acrescentando que seu partido faria sugestões de como atingir esse objetivo. Também, é citado um compromisso de reforçar a zona euro, o que faz parte das exigências marcadas pelos social-democratas do SPD.

Merkel disse hoje que ficou claro, desde as eleições alemãs, que o mundo não para enquanto a Alemanha resolve o seu futuro político.

Após mais de 24 horas de conversas, a aliança de Merkel e o SPD divulgaram um documento de 28 páginas detalhando compromissos fechados numa série de questões, incluindo nas áreas tributária e de saúde, e também sobre imigração.

Quanto à imigração, foi definido um tecto máximo para a entrada de refugiados em solo alemão, situado entre as 180 mil e as 220 mil pessoas por ano e foi ainda decidido que o programa de reunificação de famílias de refugiados vai permanecer suspenso durante mais algumas semanas.

O acordo terá agora de ser submetido para sua aprovação às instâncias dirigentes dos três partidos envolvidos, os democrata-cristãos (CDU/CSU) e, principalmente o SPD, que entrou contrariado nas negociações depois de uma humilhante derrota nas legislativas de setembro, segundo a France Presse.

Outro cenário que estava em cima da mesa era a realização de novas eleições caso as negociações falhassem - uma vez que Merkel recusou governar em minoria.

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