Agência S&P rebaixa nota de crédito do Brasil por atraso na Previdência

Progressos lentos na mudança da estrutura fiscal e aumento da dívida motivaram revisão da S&P

A S&P havia retirado o selo de bom pagador do país em setembro de 2015, quando a nota passou de "BBB"- para "BB+".

A perspectiva estável significa que a agência terá de esperar ao menos seis meses para alterar a nota.

O atraso nas reformas e as incertezas sobre a eleição presidenciável deste ano estão entre os principais fatores que pesaram na decisão da agência.

Ele tinha pedido que a S&P, a Fitch e a Moody's aguardassem a votação da reforma da Previdência, prevista para fevereiro, antes de tomarem qualquer decisão sobre a nota do Brasil. "Mas o grande efeito mesmo ocorre quando um país perde o grau de investimento".

A justificativa para a perspectiva se dá pelo "perfil externo comparativamente sólido do Brasil e a flexibilidade e credibilidade de sua política monetária e cambial", que estão compensando, em parte, as "fraquezas econômicas e fiscais e a incerteza sobre as eleições presidenciais de 2018".

O anúncio agrava a capacidade do Brasil captar investimentos e o custo do crédito. O JN tentou contato com os analistas responsáveis, mas a agência informou que só vai atender a imprensa na sexta-feira (12).

O governo brasileiro deverá divulgar nota de resposta à queda da classificação ainda nesta quarta-feira (11). "De fato, o governo ficou fraco após as denúncias", afirmou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, antes de ressaltar o papel da Câmara dos Deputados, presidida por ele.

"O Governo reforça o seu compromisso de aprovar medidas como a reforma das pensões", entre outras, para "assegurar o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal a longo prazo", acrescenta o documento.

Além desta, Meirelles mencionou entre as medidas ainda não aprovadas a reoneração da folha de pagamento de empresas, a taxação dos fundos exclusivos, o adiamento do aumento dos servidores públicos (suspenso por decisão liminar do STF) e o aumento de 10% para 14% da contribuição previdenciária dos servidores.

O Ministério da Fazenda encerra a nota praticamente a repetindo o que o presidente Michel Temer disse na nota dele: que sempre contou com o apoio e a aprovação das medidas necessárias para o país pelo Congresso Nacional e que tem certeza que esse mesmo Congresso continuará a trabalhar em favor das reformas e do ajuste fiscal fundamentais para o Brasil.

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