Após rebaixamento do Brasil, Maia se diz magoado com governo

Maia atribuiu rebaixamento a denúncias da PGR contra presidente Temer

"De fato, o governo ficou fraco após as denúncias", afirmou ao Broadcast antes de ressaltar o papel da Câmara dos Deputados, presidida por ele. A demora para votar a reforma da Previdência foi uma das justificativas apresentadas pela S&P para rebaixar a nota do Brasil de BB para BB- (três níveis abaixo do grau de investimento, perdido em 2015).

Após a Câmara negar o prosseguimento das duas denúncias oferecidas pela PGR contra o emedebista, o Planalto voltou à carga para tentar a aprovação da reforma da Previdência, mas esbarrou na falta de apoio de sua base desgastada justamente por conta dessas votações contra as investigações pedidas por Rodrigo Janot. "O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo", destacou o texto.

"Nosso desafio não é encontrar culpados".

Em comunicado, a S&P informou que o Brasil está demorando para implementar as reformas que reduzam os riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência. Maia ainda comentou as declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que teria responsabilizado o Congresso pela situação, segundo o blog do jornalista João Borges.

"Deputados e senadores votaram dezenas de projetos fundamentais entre eles reforma trabalhista, terceirização e recuperação fiscal". O Congresso Nacional está em recesso parlamentar até fevereiro. "Resposta de um candidato, uma pena", disse Maia ao lembrar que o ministro cogita se lançar à Presidência da República pelo PSD.

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