Merkel e SPD vão negociar novo governo

Chanceler Angela Merkel e o líder do Partido Social Democrata Martin Schulz durante coletiva de imprensaMais

"Acho que alcançamos resultados excelentes", disse Schulz, depois que os conservadores e o SPD concordaram em um plano para negociações formais de coalizão durante conversas exploratórias. No entanto, há ainda obstáculos que poderão impedir, ou pelo menos dificultar, um acordo final de Governo. Além disso, como relembra uma análise do jornal Público, com o estilo de administração de Merkel, mais voltada aos consensos e ao pragmatismo, os últimos anos de governo foram vistos por muitos quase como um executivo de gestão, sem grandes reformas. Nas últimas eleições federais, o SPD obteve mesmo o pior resultado do pós-Guerra.

Políticos e comentadores admitem que as negociações poderão prolongar-se até maio. Já foi noticiado que, entre outros objectivos, como o reforço da integração da Zona Euro, Schulz quer um social-democrata a liderar o importante Ministério das Finanças alemão. A chanceler está a ser castigada pelo fracasso da chamada "solução Jamaica", com FDP e Verdes, e por ainda não ter encontrado uma solução rápida para a Alemanha, e o antigo presidente do Parlamento Europeu por ter sido obrigado a mudar de estratégia, depois de ter jurado a pés juntos que os sociais-democratas iriam ficar-se pela oposição no Bundestag.

Segundo a imprensa alemã, o primeiro ponto que conseguiu a aprovação de todas as partes foi o da confidencialidade: nenhuma declaração será feira até ao final da reunião de 11 de janeiro, e nenhum dos partidos usará a sua rede de contactos para produzir 'fugas de informação' que possam condicionar e fazer perigar os encontros.

Logo após as eleições federais de Setembro, Schulz colocou de parte qualquer hipótese de participar em negociações com a CDU de Merkel para renovar a grande coligação.

Merkel tem dito que os seus democratas-cristãos (CDU) querem apenas negociar uma "grande coligação", como aquela que lhe permitiu Governar a Alemanha desde 2013, mas Martin Schulz tem sublinhado que outras opções, como o apoio do seu SPD a um governo conservador minoritário, devem manter-se sobre a mesa.

O CDU-CSU e o SPD estabeleceram 15 temas iniciais a serem discutidos nestes cinco dias, entre eles, educação e prestações sociais - sobre os quais os sociais-democratas prometem ser exigentes. Desta vez as coisas podem ser diferentes, desde logo porque Angela Merkel já se mostrou disponível para inaugurar um novo período na integração europeia. Um longo processo que pode ser ainda mais longo.

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