Puigdemont fecha acordo que lhe garante a presidência

Separatistas entram em acordo para formar governo na Catalunha

Ela, assim como Junqueras e Puigdemont, está sendo investigada por causa do referendo.

As eleições catalãs de 21 de Dezembro foram convocadas pelo chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, no final de Outubro, no mesmo dia em que decidiu dissolver o parlamento da Catalunha e destituir o executivo regional presidido por Carles Puigdemont por ter dirigido o processo para declarar unilateralmente a independência da região. Caso não se demitam para que os seus lugares sejam ocupados por outros independentistas, o bloco separatista perde a maioria no parlamento. Nem sequer conseguiream acordar num nome para a dirigir.

A vida continua difícil para os independentistas, depois de umas eleições em que o mais complicado não era mesmo ganhar.

O acordo para formar um governo, porém, depende dos prognósticos de viabilidade da nova administração. Referindo-se a Puigdemont como "um fugitivo", a líder do C's catalão gozou com a hipótese de um "presidente holograma".

A questão da investidura de Puigdemont será estudada pelos advogados da ERC, assim como os do próprio Parlamento catalão.

Ex-presidente da Generalitat e secretária-geral da ERC chegaram a acordo durante um jantar para a eleição da Mesa do Parlamento. E a uma semana do arranque da legislatura, não parece haver argumentos para ajudar Puigdemont. O regulamento da assembleia catalã é ambíguo em relação a essa possibilidade, mas a oposição contrária à independência da Catalunha argumenta que um presidente regional não pode governar à distância.

Não se sabe, ainda, quem poderá suceder à mulher que ocupava o cargo desde 26 de outubro de 2015.

O Supremo defendeu na ocasião que a opção política de independência de uma parte do território nacional espanhol é legítima, mas essa posição não pode implicar que se cometa qualquer delito.

"É a primeira vez que nos encontramos numa situação assim", diz a Junta Eleitoral de Barcelona. Ele está foragido em Bruxelas para escapar de acusações do Estado espanhol, incluindo a de rebelião.

No centro da questão estão os cinco deputados regionais eleitos em Bruxelas, entre eles Puigdemont, e três detidos em estabelecimentos prisionais na região de Madrid.

Nesse mesmo sentido, a Organização Mundial do Turismo afirmou na quarta-feira que houve uma queda de até 20% no turismo à Catalunha durante o último trimestre de 2017 devido à instabilidade política.

Após a definição da composição da Mesa, abre-se o prazo de dez dias úteis para que os partidos indiquem nomes para assumir a presidência da Generalitat.

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