Trump ameaça suspender ajuda financeira aos palestinianos

Bandeira palestina em frente à representação da Organização de Libertação da Palestina em Washington

O presidente Trump sabotou a nossa busca pela paz, liberdade e justiça. "Ele [Donald Trump] atreve-se a culpar os palestinos pelas consequências de suas ações irresponsáveis", afirmou uma funcionária da OLP ao comentar a ameaça do presidente dos EUA. A liderança da Autoridade Palestina respondeu nesta quarta-feira, 3, aos comentários e afirmou que Jerusalém não está à venda.

As relações entre Palestina e Estados Unidos estão em baixa após Trump romper um consenso diplomático de décadas e reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

"Não é só ao Paquistão que pagamos bilhões de dólares para nada, mas há muitos outros países (.)".

"Pagamos aos palestinos centenas de milhões de dólares todos os anos e não recebemos qualquer reconhecimento ou respeito", tuitou Trump. Por isso, todas as embaixadas estrangeiras em Israel, incluindo a norte-americana, se situam em Tel Aviv. Em uma sequência de mensagens, Trump apontou que seu governo "retirou da mesa (de negociação) Jerusalém, o aspecto mais difícil da negociação".

"Se os palestinianos já não querem falar de paz, por que é que lhes temos de fazer estes pagamentos massivos?", refere Trump na rede social Twitter.

Para os palestinos, a decisão significou uma declaração do apoio americano a Israel numa das questões mãos delicadas do conflito.

Na altura, Donald Trump disse que não especificava as fronteiras da soberania israelita na cidade e pediu que não se modificasse o estado das coisas dos locais sagrados de Jerusalém.

A decisão sobre Jerusalém continua a ser contestada pela maioria da comunidade internacional.

Recentemente, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, anunciou que o presidente Trump não quer mais enviar dinheiro à Palestina "até que os palestinos estejam dispostos a voltar à mesa de negociações".

Em 2016, os Estados Unidos destinaram 319 milhões de dólares de ajuda aos palestinos através de sua agência de fomento ao desenvolvimento (USAID).

A medida do presidente dos EUA foi condenada por mais de 120 países por meio de resolução na ONU.

Trump foi elogiado por um ministro do governo de direita do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, mas recebeu um alerta de um ex-negociador de paz de Israel a respeito dos riscos de se cortar a assistência financeira aos palestinos.

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