MP instaura inquérito para investigar viagem de Crivella no carnaval

Governador e prefeito do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella

A alegação do prefeito Marcelo Crivella, de se ausentar da cidade durante o Carnaval, de que viajou ao exterior para tratar de interesses do município, não satisfez ao Ministério Público do Rio de Janeiro.

O motivo da viagem de Crivella à Europa às vésperas do maior evento turístico e cultural da cidade também é alvo de apuração.

A falta de organização e planejamento teria desencadeado danos morais de forma coletiva, ao expor moradores e turistas a "desordem e caos urbano".

O MP lembra que o prefeito viajou no sábado de Carnaval, e que embora ele tenha declarado ser esta uma viagem oficial, não constam no site da Prefeitura informações sobre seus deslocamentos, tampouco especificação da agenda que seguiu.

Acrescenta, ainda, que é notória a constatação em geral do desapreço do atual prefeito do Rio pelas manifestações culturais de Carnaval, em qualquer de suas expressões históricas ou atuais. Cita ainda que não houve autorização prévia da Câmara Municipal para a saída dele do Rio, conforme prevê a Lei Orgânica do Município do Rio (LOM).

O prefeito alegou que sua viagem foi "a serviço do Rio" e que não foi uma "viagem do guardanapo" - fazendo alusão a uma foto do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, com um guardanapo na cabeça em um restaurante em Paris. "Era uma viagem minha, para melhorar a segurança do Rio de Janeiro", respondeu Crivella. "Eu não fui para a festa do guardanapo", disse ele, em entrevista durante vistoria a obras de contenção na praia da Macumba, zona oeste da cidade. Crivella diz que foi à Europa avaliar tecnologias para a área de segurança. A emenda foi pior que o soneto, sem trocadilhos com a majestosa Áustria, capital mundial da música clássica, terra de Strauss, Mozart, Mahler e Haydn, parte do Tour Crivella 2018, junto com Alemanha, Holanda e Suécia.

Na comitiva do prefeito, estavam o chefe de inteligência da Policia Militar, coronel Antônio Goulart, o chefe executivo do Centro de Operações Rio, Guilherme Sangineto, o diretor-presidente da Empresa Municipal de Informática, Fábio Pimentel de Carvalho e o engenheiro Luis La Torre.

O Ministério Público anunciou que vai investigar os gastos da prefeitura com a viagem.

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