Eleitores querem que próximo presidente priorize o social — CNI/Ibope

Eleitores não acreditam em promessa eleitoral diz pesquisa

Quando questionados sobre qual deve ser o principal foco das atividades da Presidência, a maioria (44%) optou pela mudança social, com melhoria da saúde, educação, segurança e desigualdade social.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgará nesta terça-feira (13) a pesquisa inédita Retratos da Sociedade Brasileira - Perspectivas para as eleições de 2018 feita em parceria com o Ibope com 2 mil pessoas em 127 municípios. Em segundo lugar, ficou o combate a corrupção, com 32% do total.

Já a estabilização da economia, com queda do custo de vida e do desemprego, foi citada por 21% dos entrevistados. Para a grande maioria dos brasileiros (92%), é importante ou muito importante que o controle de gastos públicos esteja na pauta dos postulantes ao cargo.

Na sequência dos atributos pessoais, aparecem "nunca ter se envolvido em casos de corrupção", com 84% de apontamentos, "transmitir confiança", com 82%, "ter pulso firme, ser decidido", com 78%, "ser sério, ter postura de presidente", com 76%, e "ser corajoso", com 73%.

Ao todo, 58% dos entrevistados disseram não vincular o voto para deputado e senador a pessoas do mesmo partido de seu candidato a presidente. Quanto menor a renda familiar dos eleitores, maior o percentual de concordância de que eles preferem votar em candidatos de família pobre.

Ser honesto e não mentir na campanha são as características que os brasileiros mais buscam em presidenciáveis. As opções menos votadas foram: ter trabalhado no setor privado (40%) e ser militar (27%).

O eleitor brasileiro também quer um candidato à Presidência honesto, com ficha limpa, experiência administrativa e que creia em Deus. Questionados sobre que partido têm mais simpatia, menos da metade quis escolher uma opção.

Uma parte dos entrevistados (48%) disse não ter preferência partidária.

Entre os partidos, 19% disseram que preferem o PT. Em seguida, entre os preferidos, estão MDB (7%), PSDB (6%). Para 1%, nenhum desses ou outros focos; 2% não sabem ou não responderam.

O levantamento também apontou que 72% dos entrevistados afirmaram votar nos candidatos independente da pesquisa, mesmo que 64% considere importante a legenda no qual o presidenciável está filiado.

A pesquisa mostra ainda que 44% dos brasileiros estão pessimistas em relação à eleição presidencial de 2018, em comparação a 20% que se dizem otimistas.

A corrupção e a falta de confiança nos candidatos afetaram os eleitores. Quando a afirmação apresentada é "prefiro votar em um candidato acusado de corrupção, mas que pense como eu", 69% discordam totalmente, ao passo que 10% concordam parcialmente. Os brasileiros também mencionaram a esperança no voto e na participação popular (19%), o sentimento de que se espera melhorias de forma geral (11%) e melhorias econômicas (9%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2017 e possui margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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