Emprego formal tem melhor janeiro em três anos

O ministro da Fazenda do Brasil Henrique Meirelles fala durante evento da Caixa Econômica Federal em Brasília no Brasil dia 01/02/2018

O Rio de Janeiro voltou a registrar o pior resultado na geração de vagas formais de trabalho de todo o Brasil, e encerrou o mês de janeiro com menos 9.800 postos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho.

O resultado interrompe dois meses seguidos de fechamento de vagas no país.

Outro resultado positivo veio do setor de serviços, que abriu 579 postos de trabalho no Estado, fruto da admissão de 13.623 profissionais e demissão de outros 13.044 trabalhadores. Por outro lado, fecharam postos de trabalho em janeiro os setores do comércio (-48.747), extrativa mineral (-351) e administração pública (-802).

Tiveram aumento de vagas ainda a Agropecuária (+15.633 postos) a Construção Civil (+14.987 postos) e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (+1.058 postos). O saldo é resultado de 1,3 milhão de admissões e 1,2 milhão de desligamentos.

O saldo final foi afetado pelas demissões no comércio, que nesse período costuma fazer ajustes após as vendas de fim de ano.

O desempenho foi positivo em todos seus subsetores, com destaque para Indústria de Calçados (+11.138 postos), Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (+8.271 postos) e Indústria metalúrgica (+5.561 postos). O setor é seguido pelos serviços, que registraram 46,5 mil novos postos. Boa parte das vagas foi gerada pelo setor de cultivo de soja, uma das mais relevantes no país.

A região Sul liderou, com a criação de 46.754 vagas formais, seguida pelas regiões Sudeste (+21.924 postos) e Centro Oeste (+20.421 postos). O subsetor do comércio atacadista teve saldo positivo de 3.773 empregos.

No mês passado, o Estado que mais gerou emprego de modo líquido foi São Paulo, com a criação de 20.278 postos de trabalho com carteira assinada, seguido por Rio Grande do Sul (17.769) e Santa Catarina (17.348).

Ao mesmo tempo, as regiões Nordeste (-6.035 postos) e Norte (-5.242 postos) apresentaram mais demissões em janeiro deste ano. O resultado é o melhor para o período desde 2012, e é a primeira vez desde 2015 que as contratações superam as demissões. A segunda unidade da federação que mais encerrou vagas foi Pernambuco, onde foram fechados 4.800 empregos.

Segundo a publicação, o salário médio daqueles que foram desligados no mês, descontada a inflação, foi R$ 1.636,41.

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