Londres expulsa 23 diplomatas russos por envenenamento de ex-espião

Putin enfrenta prazo para explicar ao Reino Unido ataque com agente nervoso a ex-espião

Os olhares estão voltados para a Rússia, já que, para muitos, o envenenamento de Skripal lembra o de Alexander Litvinenko, ex-agente do serviço secreto russo assassinado em Londres em 2006, por ordem de Moscou, segundo um juiz britânico. A premiê havia pedido; que Moscou explicasse se foi responsável pelo ataque ou se havia perdido controle de estoques da substância altamente perigosa.

A retirada da equipe da Inglaterra do Mundial da Rússia 2018 também foi aventada, mas, no momento, o governo apenas mencionou a possibilidade de as autoridades não comparecerem ao evento esportivo.

Além das expulsões, outra medida anunciada nesta quarta-feira pela primeira-ministra britânica Theresa May foi a suspensão de todos os acordos bilaterais de alto nível com Moscou.

"Nós iremos congelar bens estatais russos onde quer que haja evidência de que eles podem ser usados para ameaçar a vida ou propriedade de cidadãos ou residentes do Reino Unido", acrescentou. Moscovo já negou o envolvimento do caso classificando a acusação como um "espectáculo circense", prometendo estar disponível para cooperar com as autoridades britânicas. A embaixada declarou que não responderá ao "ultimato" até que Moscou tenha acesso a amostras da substância que envenenou Skripal.

"Temos confiança total na investigação do Reino Unido e em sua avaliação de que a Rússia é o provável responsável do ataque com gás nervoso, que ocorreu em Salisbury na semana passada", disse Tillerson, acrescentando que "os responsáveis - tanto os que cometeram o crime quanto os que o ordenaram - devem enfrentar consequências sérias e apropriadas".

Um policial britânico que foi um dos primeiros a atender Skripal também foi afetado pelo agente nervoso.

Já o governo americano informa que Trump garantiu à britânica que os Estados Unidos "estão prontos para oferecer qualquer assistência que o Reino Unido requisitar para a sua investigação", e os dois líderes concordaram com a necessidade de haver consequências para quem usar "essas armas odiosas" em "flagrante violação de normas internacionais".

"Nenhuma das ameaças de sancionar a Rússia ficará sem resposta", disse o Ministério do Exterior do país.

Também hospitalizado está um polícia, um dos primeiros a chegar ao local para socorrer o ex-espião russo e a sua filha.

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