PM é condenado a 119 anos por participação em chacina

DEZESSEIS | Julgamento do PM Santos condenado por 16 mortes

O julgamento será iniciado com o sorteio dos sete jurados que vão acompanhar os argumentos da defesa e da acusação e o depoimento do réu. A expectativa era ouvir 25 testemunhas, mas duas delas foram dispensadas e as outras três, entre elas, duas protegidas e que embasaram toda a investigação, não foram encontradas para falar ao júri popular.

O policial militar Victor Cristilder Silva dos Santos, 33 anos, foi condenado a 119 anos 4 meses e 4 dias de prisão em regime fechado pela participação na chacina de Osasco, a maior do Estado de São Paulo, ocorrida no dia 13 de agosto de 2015. Ontem, durante o júri, Cristilder não manifestou qualquer emoção – ficou o tempo todo fazendo anotações em um caderno -, em algumas oportunidades, chamava seu advogado para fazer sugestões ou questionamentos às testemunhas. A partir das 11h, serão ouvidas mais três testemunhas de defesa do réu no Fórum de Osasco, na Grande São Paulo. Em seguida, acontece as fases de debates da defesa e da acusação. Só então o júri popular se reunirá para decidir se condena ou não o policial militar. A previsão inicial é que o julgamento se estenda até sexta-feira.

Para a acusação, o policial Cristilder, como é mais conhecido, teria combinado com um guarda municipal sobre o inicio do horário da chacina por meio de mensagens no celular. Além disso, ele dirigiu um dos carros usados no crime e atirou nas vítimas. Ele é acusado tanto por homicídio quanto por tentativa de homicídio. Beta reconheceu o policial Cristilder, que ela chama de Boy, autor do disparo que matou o seu amigo, com quem estava na noite do crime. A sentença foi lida pela magistrada Élia Kinosita Bulman no Tribunal do Júri de Osasco.

Cristilder é acusado de ser um dos organizadores da chacina que vitimou 18 pessoas em Barueri e Osasco, em São Paulo. O policial Fabrício Emmanuel Eleutério foi condenado à pena de 255 anos, 7 meses e 10 dias de prisão. A defesa do policial anunciou que vai recorrer. Somadas, as penas aplicadas aos três ultrapassam 600 anos.

Acusados de atirar nas vítimas, os dois policiais respondiam por todas as mortes e tentativas de assassinato. Eles responderam por homicídio qualificado, por motivo torpe, com emprego de recurso que dificulta as perdas das vítimas e praticado por grupo de extermínio, além de responderem pelo crime de formação de quadrilha.

Uma força-tarefa composta pela Polícia Civil, Corregedoria da Polícia Militar (PM) e Ministério Público (MP) foi criada e concluiu que quatro policiais militares e um guarda-civil participaram das execuções. Já o guarda-civil, segundo a acusação, atuou para desviar viaturas dos locais onde os crimes foram praticados e foi denunciado por 11 mortes.

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