Professores municipais em greve acampam em SP contra reforma de Doria

Professores municipais em greve acampam em SP contra reforma de Doria

O protesto de um grupo de professores e outros servidores municipais na Câmara dos Vereadores de São Paulo contra o aumento da contribuição previdenciária acabou em confronto na tarde desta terça-feira (14). O projeto de lei agora deve passar por mais duas comissões, para depois ser votado.

Doria, que participa de evento no Fórum Econômico Mundial para a América Latina, condenou o que chamou de 'invasão' da Câmara e disse que houve excesso da Guarda Civil Metropolitana.

Dentro da Câmara, a CCJ segue suspensa. Na parte de fora do prédio, no viaduto Jacareí, também houve confusão entre os professores e policiais.

A sessão que discute a reforma da Previdência foi interrompida e por volta das 15h20 os vereadores retomaram os trabalhos, desta vez com as portas fechadas. "A situação ficou muito tensa e houve intervenção da polícia (...) Os funcionários tem todo o direito de estar indignados porque o projeto do jeito que está realmente lesa o funcionalismo público, mas nada justifica quebrar vidros", declarou o vereador. Das unidades, 46% aderiram totalmente à greve, 47% parcialmente e apenas 7% funcionam normalmente.

A reforma da Previdência municipal será uma das principais discussões do semestre na Câmara Municipal de São Paulo.

O Sindicato dos Profissionais em Educação do Ensino Municipal, decidiu convocar os professores para o ato no dia 19 de feveiro durante assembleia que deu início a greve. Se a versão original do texto previa uma contribuição suplementar que variava de 1% a 5%, distribuída para todas as faixas salariais, agora está estipulada uma alíquota única de 5% para os funcionários que ganharem acima do teto do INSS (R$ 5.531,31) -a alíquota será calculada sobre o valor que exceder esse teto.

"Em 2017 tivemos déficit [da previdência] de R$ 4,7 bilhões, isso é maior que o orçamento de 16 secretarias", diz.

O projeto da Prefeitura pretende aumentar a alíquota básica de 11% para 14%.

A Secretaria de Educação diz lamentar os transtornos causados pela paralisação.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Educação, Claudio Fonseca (PPS), que também é vereador, diz que, ao longo dos anos, a Prefeitura usou o dinheiro da Previdência para outras áreas, chegando até a atrasar repasses, o que fez o rombo crescer.

Pode haver alterações no projeto original depois do debate com a população.

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